Em evento no Egito que marcou o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, Donald Trump elogiou a premiê italiana Giorgia Meloni, dizendo que ela era “linda” e que estava “arriscando sua carreira política” ao fazer o comentário. A fala gerou repercussão diplomática e críticas internacionais.
Durante a Cúpula de Paz em Sharm el-Sheikh, no Egito, nesta segunda-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento inusitado ao elogiar publicamente a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, durante seu discurso.
“Na América, se você disser a uma mulher que ela é bonita, sua carreira política acabou, mas eu vou arriscar”, afirmou Trump, antes de virar-se para Meloni e completar: “Você não se importa se eu disser que é linda, certo? Porque você é”.
A declaração ocorreu logo após a assinatura de um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, mediado pelos EUA, Egito, Catar e Turquia. Meloni reagiu com um sorriso discreto, mas o comentário rapidamente viralizou e gerou repercussão entre diplomatas e analistas políticos, reacendendo críticas sobre seu comportamento impulsivo em eventos diplomáticos. Seu comentário foi considerado machista e fora de tom pela imprensa italiana.
Giorgia Meloni, primeira mulher a liderar o governo italiano, é chefe do partido de extrema direita Irmãos da Itália (Fratelli d’Italia), com raízes no neofascismo. Conhecida por seu discurso nacionalista, anti-imigração e conservador, Meloni tem se consolidado como uma das figuras mais influentes da política europeia.
Contexto da cúpula
A reunião marcou o início simbólico do processo de reconstrução de Gaza, após o anúncio oficial da trégua entre Israel e o Hamas. Participaram líderes como Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido) e Mahmoud Abbas (Autoridade Palestina).
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi convidado, mas recusou alegando conflito de agenda com um feriado judaico.
De acordo com o plano de paz apresentado pela Casa Branca, Israel deve reduzir gradualmente sua ocupação em Gaza, de 75% para 53% do território, e permitir fases de negociação sobre uma possível transição administrativa local. O Hamas, por outro lado, afirmou que não aceitará tutela estrangeira e ainda não confirmou a entrega total de armas.
