A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação contra um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) que mirava o assassinato de autoridades públicas no estado. Neste domingo, o Fantástico trouxe áudios e vídeos inéditos que mostram a ação dos criminosos.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação contra um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) que mirava o assassinato de autoridades públicas no estado. Neste domingo, o Fantástico trouxe áudios e vídeos inéditos que mostram a ação dos criminosos.
Entre os alvos estão Roberto Medina, coordenador de presídios da região oeste, responsável por 45 penitenciárias no interior de São Paulo e o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Há mais de 20 anos Gakiya combate o PCC.
Roberto Medina
Em vídeos e áudios, a esposa de Roberto aparece sendo seguida pelos criminosos. O monitoramento ocorreu entre os meses de junho e julho. Em uma das mídias, o bandido conta como seria fácil assassina-lá.
“O muro do estacionamento não é muito alto e não tem cerca elétrica, não tem câmera, é tranquilo e ela anda sozinha“, afirma um dos suspeitos.
Victor Hugo da SIlva, conhecido como Falcão (Foto: Reprodução/Globo)
De acordo com o Ministério Público, a voz seria de Victor Hugo da SIlva, conhecido como Falcão. A investigação teve início após a prisão do suspeito. Em seus aparelhos eletrônicos foi encontrado o mapa das possíveis execuções. Em imagens, ele aparece cercando a casa das vítimas e apurando informações.
O bandidos também monitoravam as redes sociais de famliares dos agentes.
Lincol Gakiya
Em paralelo, o faccionado Sérgio Garcia da Silva, conhecido como Messi, acompanhava os passos do promotor. Em um áudio, ele aparece negociando a compra de um fuzil, que seria usado nas execuções.

Victor Hugo da SIlva, conhecido como Falcão.(Foto: Reprodução/Globo)
“Thiago fala pra mim quanto está saindo o valor do fuzil, que eu vou mandar pra ele o valor também lá. O 5.56, vê quanto tá saindo o valor aí, manda aí pra mim o valor, que eu vou mandar pra ele lá“, diz o suspeito.
Ruy Ferraz Fontes
O ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, executado em setembro deste ano em Praia Grande, litoral paulista, também foi monitorado antes de ser assassinado, por cerca de um mês.
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