A defesa de Bolsonaro pediu ao STF prisão domiciliar humanitária para ele, com base em laudos médicos. No mesmo dia, Carlos Bolsonaro disse que o pai está em pior estado de saúde, com vômitos constantes e soluços durante o sono. Já o deputado Nikolas Ferreira afirmou que Bolsonaro “poderá não sobreviver” se for preso em regime fechado, reforçando o risco alegado pela defesa.

Saiba detalhes do momento da prisão de Jair Bolsonaro e o trajeto até a PF (Foto: Agência Senado)
Saiba detalhes do momento da prisão de Jair Bolsonaro e o trajeto até a PF (Foto: Agência Senado)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (21), um pedido para que ele cumpra integralmente a pena de 27 anos e 3 meses, imposta pela condenação por tentativa de golpe de Estado, em regime de prisão domiciliar humanitária.

No mesmo dia, seu filho Carlos Bolsonaro, vereador pelo PL-RJ, fez uma publicação nas redes sociais expressando profunda preocupação com a saúde do pai. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reforçou a tese de que Bolsonaro “pode não sobreviver” se for levado para um presídio.

Saúde preocupante apontada por Carlos

Nas redes sociais, Carlos Bolsonaro afirmou que o quadro clínico do pai é “o pior que já viu até hoje”. Segundo ele, Bolsonaro apresenta episódios constantes de vômito mesmo ao acordar – e noites marcadas por soluços, algo que o filho disse temer por causa do risco de broncoaspiração, caso o ex-presidente vomite durante o sono. “Jamais o vi como está”, escreveu Carlos.

Carlos também criticou de forma velada as restrições judiciais. “Como gostaria de expor o que vejo, mas estou impossibilitado por medidas legais”, afirmou, sugerindo que a família estaria impedida por ordens do STF de revelar publicamente “toda a gravidade da situação humanitária”.

No pedido apresentado ao STF, os advogados de Bolsonaro invocam o artigo 318, inciso II, do Código de Processo Penal, que trata da concessão de prisão domiciliar em casos excepcionais. A defesa anexou laudos médicos atualizados para justificar que o ex-presidente necessita de tratamento clínico contínuo e que um regime fechado poderia representar risco à sua vida.

Eles também pedem que Bolsonaro só se desloque para tratamento médico previamente autorizado — ou, em casos urgentes, que haja justificativa e comunicação dentro de até 48 horas à autoridade competente.

O que disse Nikolas Ferreira

No mesmo dia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Bolsonaro “poderá não sobreviver” se for enviado a um presídio comum, sugerindo que um regime fechado representaria um risco de vida. Essa declaração reforça a narrativa da defesa sobre a gravidade da saúde de Bolsonaro e reforça a urgência de concessões judiciais.

Bolsonaro foi condenado em setembro pelo STF por participação em uma trama golpista. O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, deu a sentença, mas a defesa já teve um embargo de declaração negado. Agora, há possibilidade de novos recursos, como embargos infringentes.

Até que haja decisão final, o ex-presidente permanece em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.

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