O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a líderes europeus que não pretende recuar de sua ofensiva para assumir o controle da Groenlândia, elevando ainda mais as tensões diplomáticas antes do discurso na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Trump afirma que ‘não vai voltar atrás’ em plano sobre a Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a líderes europeus que não pretende recuar de sua ofensiva para assumir o controle da Groenlândia, elevando ainda mais as tensões diplomáticas antes da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A declaração foi feita pouco antes de sua viagem à Europa, marcada por um incidente técnico que atrasou a chegada da comitiva americana.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, Trump disse que “não há volta atrás” em relação ao plano envolvendo a ilha do Ártico, território autônomo sob soberania da Dinamarca e estratégico do ponto de vista militar e geopolítico.

Falha elétrica obriga retorno do avião presidencial

O Boeing 747 que transportava o presidente, conhecido como Air Force One, decolou na noite de terça-feira, mas precisou retornar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, cerca de uma hora após o início da travessia do Atlântico. Autoridades informaram que a decisão foi tomada após a identificação de um problema elétrico considerado pequeno.

De acordo com a Casa Branca, a tripulação optou pelo retorno por excesso de cautela. Trump seguiu viagem em outra aeronave e deve chegar a Davos com aproximadamente três horas de atraso, segundo informou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

Tom desafiador mantido apesar do contratempo

Mesmo após o incidente, Trump manteve o discurso de enfrentamento. Ao falar com jornalistas antes do novo embarque, afirmou que esperava uma viagem “interessante” e “bem-sucedida”, apesar das críticas e atritos recentes com aliados da Otan provocados por suas declarações sobre a Groenlândia.

A insistência do republicano em adquirir o território gerou reações duras de governos europeus, que veem a proposta como uma ameaça à estabilidade das relações entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Pressão sobre aliados e críticas a líderes europeus

Em coletiva recente na Casa Branca, ao ser questionado sobre até onde estaria disposto a ir para alcançar seus objetivos, Trump respondeu de forma vaga: “Vocês vão descobrir”. A expectativa é de que ele utilize o palco de Davos para reforçar sua agenda e pressionar parceiros europeus em temas estratégicos.

O presidente também ampliou as críticas a líderes do continente. Disse que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, precisa “colocar a casa em ordem” e apontou problemas relacionados à imigração e à política energética britânica. Trump ainda atacou o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmando que a França enfrenta “muitos problemas”.

O americano voltou a defender que o Reino Unido interrompa o uso de turbinas eólicas e amplie a exploração de gás e petróleo no Mar do Norte, alinhando o discurso à sua política energética doméstica.

Mensagem reforçada nas redes sociais

Nas redes sociais, Trump reiterou o posicionamento ao iniciar a segunda tentativa de voo rumo à Europa.

“Os Estados Unidos estarão bem representados em Davos, por mim”, escreveu na plataforma Truth Social.

O presidente também relacionou sua ofensiva sobre a Groenlândia a decisões recentes do Reino Unido no cenário internacional, classificadas como sinais de fragilidade estratégica.

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