O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser submetido a uma nova cirurgia, revelou o médico cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe responsável por seu acompanhamento, durante coletiva de imprensa na manhã de quarta-feira (25).

Bolsonaro ficará em domiciliar por 90 dias (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
Bolsonaro ficará em domiciliar por 90 dias (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser submetido a uma nova cirurgia, revelou o médico cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe responsável por seu acompanhamento, durante coletiva de imprensa na manhã de quarta-feira (25).

De acordo com o profissional, Bolsonaro pode precisar de uma cirurgia no ombro direito futuramente. Segundo Caiado, o ex-presidente passou por exames durante a internação após relatar dores no membro. O problema, ainda de acordo com o médico, pode ter sido agravado após uma queda ocorrida durante o período de custódia.

“Me parece que há uma indicação cirúrgica para a lesão no ombro direito, mas agora não, porque agora nós não o liberaríamos em fase de recuperação de uma pneumonia. […] O ortopedista acha que pode ter sido potencializado e piorado na queda, mas como foi uma avaliação ontem e precisamos observar a evolução, ele acha que sim, mas ainda não é certeza”, afirmou.

Caiado ressaltou que, apesar da possibilidade de alta hospitalar, a liberação dependerá da estabilidade do quadro clínico: “Finalizando o ciclo do antibiótico amanhã [quinta-feira, 26], porque é um ciclo pré-estabelecido. Clinicamente, ele está estável neste momento. Só se houver alguma intercorrência, mas, particularmente, eu não acredito”.

Prisão domiciliar concedida pelo STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, concedeu prisão domiciliar humanitária temporária a Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias, em razão do agravamento do seu estado de saúde.

A decisão impõe uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação e visitas. O ex-presidente deverá permanecer integralmente em casa, com monitoramento eletrônico restrito ao endereço residencial e envio diário de relatórios ao Judiciário.

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