Novas imagens do depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto revelam por que ele evitou encontrar a família de Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça em 18 de janeiro. Ele foi preso, acusado de feminicídio e de fraude processual, por interferir na cena do crime.

Tenente-Coronel (Foto: Record)
Tenente-Coronel (Foto: Record)

Novas imagens do depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto revelam por que ele evitou encontrar a família de Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça em 18 de janeiro. Ele foi preso, acusado de feminicídio e de fraude processual, por interferir na cena do crime.

Durante o interrogatório, o tenente-coronel Geraldo afirmou que evitou ver o corpo da esposa por medo de ser acusado pela família. Ele também disse ter evitado encontros com os sogros.

“Não, porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles“, respondeu.

Em outro momento do interrogatório, já na delegacia, Geraldo Neto relata que permaneceu em um espaço separado dos familiares, novamente para evitar qualquer encontro.

“Pra não acontecer da gente se encontrar. Eu não me encontrar com os pais dela eu fiquei aqui em cima e eles lá embaixo (na delegacia)”, disse.

Relembre o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso mudou de rumo após a exumação do corpo e novos laudos periciais, que apontaram inconsistências na versão apresentada.

Com base nas investigações, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A prisão foi autorizada pela Justiça após pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público.

Perícias indicaram que a trajetória do disparo e os ferimentos não são compatíveis com um ato voluntário, além da presença de sangue em diferentes cômodos do imóvel, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica do crime.

O caso segue sob investigação, e novos laudos ainda devem ser analisados para esclarecer completamente o que aconteceu.

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