A PM de São Paulo aposentou o tenente-coronel Geraldo Neto, preso por feminicídio da esposa, Gisele Alves Santana. A rapidez do processo e o salário de cerca de R$ 20 mil chamam atenção.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo publicou, nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial, a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A informação foi divulgada pelo SBT News e confirmada pelo Bacci Notícias.
A concessão do benefício chama atenção pela rapidez. O processo foi concluído em tempo recorde, mesmo com o oficial preso preventivamente e denunciado à Vara do Júri por feminicídio e fraude processual.
Segundo as investigações, Neto é acusado de assassinar a companheira dentro do apartamento do casal, na região central de São Paulo, e de tentar simular uma cena de suicídio.
Com a aposentadoria, o militar passará a receber cerca de R$ 20 mil mensais. Apesar do tempo de serviço suficiente para a inatividade, ele não foi promovido ao posto de coronel — o que, em alguns casos, ocorre no momento da aposentadoria.
A publicação da portaria ocorre enquanto o oficial segue preso preventivamente. Até o momento, nem a Secretaria da Segurança Pública nem o comando da corporação se manifestaram sobre os critérios adotados para a concessão do benefício.
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