Fiocruz alerta para aumento de casos graves de doenças respiratórias no Brasil, com destaque para a Influenza A. Vacinação e medidas de prevenção são essenciais para conter avanço.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta epidemiológico nesta quinta-feira (2) diante do avanço acelerado da Influenza A em grande parte do país. Segundo o boletim InfoGripe, há crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
O monitoramento, com dados coletados até o fim de março, aponta que a gripe e o Vírus Sincicial Respiratório são os principais responsáveis pela pressão atual sobre o sistema de saúde.
Vírus da gripe lidera mortes
De acordo com a Fiocruz, nas últimas quatro semanas, a Influenza A respondeu por 27,4% dos casos positivos de SRAG. O índice é ainda mais preocupante quando se trata de mortes: o vírus aparece em 36,9% dos óbitos registrados no período.
Já o rinovírus lidera em número de infecções, com 45,3% dos casos, embora geralmente provoque quadros mais leves. O COVID-19 segue relevante e foi responsável por cerca de um em cada quatro óbitos por síndromes respiratórias nas semanas analisadas.
Vacinação é principal proteção
Diante da escalada de casos, especialistas reforçam que a vacinação é a principal estratégia para evitar internações e mortes. A campanha nacional contra a gripe segue em andamento até 30 de maio, com doses disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Os grupos prioritários incluem idosos, crianças, profissionais de saúde e gestantes. Para grávidas a partir da 28ª semana, também há recomendação de imunização contra o VSR, protegendo os bebês desde o nascimento.
Medidas de prevenção voltam a ser recomendadas
Além da vacina, a Fiocruz orienta a retomada de medidas preventivas, especialmente em regiões com maior transmissão. O uso de máscaras de alta proteção, como PFF2 ou N95, é indicado em locais fechados e com aglomeração.
A recomendação médica também inclui isolamento em caso de sintomas gripais e reforço na higiene das mãos, como forma de reduzir o contágio.
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