O cantor Amado Batista foi incluído na “lista suja” do trabalho escravo do Governo Federal por irregularidades em propriedades em Goiás. Enquanto a assessoria nega as acusações e cita um acordo com o MPT, internautas repercutem o patrimônio do artista, que inclui uma fazenda no Mato Grosso avaliada em R$ 800 milhões.
Um fato vem chamando a atenção da web após o nome do cantor Amado Batista ser incluído na “lista suja” do trabalho escravo, atualizada e divulgada pelo Governo Federal na última segunda-feira (6).
Isso porque, apesar de ser acusado de submeter funcionários ao trabalho análogo à escravidão, uma das fazendas do cantor tem um valor de mercado exorbitante e é maior até que a famosa ilha de Manhattan, em Nova York.

Fazenda AB (Foto: Redes Sociais)
Detalhes da principal propriedade de Amado Batista
A Fazenda AB, que leva as iniciais do nome do cantor, fica no município de Cocalinho, no interior do Mato Grosso, e tem 7,2 mil hectares. Para se ter uma ideia, a ilha de Manhattan, em Nova York, é menor que isso: seu território insular soma 59 km2, enquanto a fazenda de Amado Batista tem 70 km2.
A propriedade é praticamente toda voltada para a pecuária, com mais de 20 mil cabeças de gado, maquinários modernos e até pista de pouso para aviões. Sem contar os animais, o valor da fazenda ultrapassa R$ 800 milhões. A fazenda ainda conta com quatro rios, dois córregos, dez lagos e vários poços artesianos.
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Na última segunda-feira, o nome do cantor Amado Batista foi incluso na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Governo Federal. Ele foi citado em duas autuações: Sítio Esperança e Sítio Recanto da Mata, ambos em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Os casos teriam ocorrido em 2024.
A assessoria de imprensa do cantor se pronunciou logo após o episódio, afirmando que as informações são falsas e que houve apenas uma fiscalização em uma fazenda arrendada pelo cantor, na qual foram identificadas irregularidades envolvendo quatro trabalhadores ligados a uma empresa terceirizada, responsável pela abertura da área de plantio.
“A informação é completamente falsa e inverídica. Não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente. Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor Amado [Batista] para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores.”
A assessoria informou ainda que o caso resultou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com o pagamento integral das obrigações trabalhistas. Segundo o texto, medidas administrativas já estão sendo tomadas para o encerramento de eventuais autuações.
Fazenda AB (Foto: Redes Sociais)
Enquanto a assessoria nega as acusações e cita um acordo com o MPT, internautas repercutem o patrimônio do artista.
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O que é a “lista suja”
A chamada “lista suja” é um cadastro público atualizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, geralmente nos meses de abril e outubro. O documento reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão e serve como instrumento de transparência e combate a esse tipo de prática.
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