Cinco presos fugiram de um presídio na Grande Natal durante fortes chuvas, após danificarem a cela e usarem uma corda improvisada para pular o muro. As autoridades realizam buscas para recapturá-los.
Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, neste sábado (2), em meio às fortes chuvas que atingiram a região. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).
Segundo a Polícia Penal, os presos estavam na Triagem do Pavilhão 1 e aproveitaram o cenário de instabilidade para executar a fuga, o que reacendeu a preocupação com a segurança da unidade.
Plano de fuga dos presos
De acordo com as autoridades, os detentos danificaram a estrutura da cela e utilizaram uma corda improvisada, conhecida como “teresa”, para escalar e pular o muro da penitenciária.
As forças de segurança foram acionadas logo após a fuga e iniciaram diligências na tentativa de localizar os foragidos. Foram identificados: Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento.
A Polícia Penal pede que qualquer informação sobre o paradeiro dos fugitivos seja repassada de forma anônima pelo telefone 190.
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A Penitenciária de Alcaçuz carrega um histórico marcado por episódios de violência. Em 2017, a unidade foi palco da maior rebelião da história do Rio Grande do Norte, quando 26 presos foram mortos — a maioria decapitada — além da fuga de outros 56 detentos.
O episódio ficou conhecido como “Massacre de Alcaçuz” e expôs fragilidades no sistema prisional do estado. Criada em 1998, a penitenciária surgiu como alternativa para desafogar a antiga unidade João Chaves, apelidada de “Caldeirão do Diabo”, mas segue enfrentando desafios estruturais e de segurança.
A Secretaria de Administração Penitenciária informou que abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da fuga e eventuais responsabilidades. Até o momento, não há registro de recaptura dos detentos.
Não houve posicionamento detalhado sobre possíveis falhas estruturais ou de vigilância no momento da ocorrência.
As buscas pelos fugitivos seguem em andamento, com atuação integrada das forças de segurança no Rio Grande do Norte. A expectativa é de que novas informações sejam divulgadas conforme o avanço das investigações.
O caso reacende o alerta para a segurança em unidades prisionais do estado, especialmente em períodos de condições climáticas adversas, que podem impactar a vigilância e a estrutura dos presídios.