Uma funcionária de um frigorífico em Santa Catarina deverá receber indenização após a Justiça reconhecer que ela foi vítima de assédio moral no ambiente de trabalho. Segundo o processo, a trabalhadora enfrentava situações frequentes de humilhação e constrangimento durante o expediente, o que teria causado impactos emocionais e prejuízos à sua saúde psicológica.

Imagem ilustrativa de um Frigorifico (Foto: Divulgação/TRT-SC)
Imagem ilustrativa de um Frigorifico (Foto: Divulgação/TRT-SC)

Uma funcionária de um frigorífico localizado em Itapiranga, no Oeste de Santa Catarina, deverá ser indenizada após a Justiça do Trabalho reconhecer que ela foi submetida a situações de assédio moral dentro da empresa.

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Frango (Foto: Freepik)

Conforme o processo, a trabalhadora relatou episódios de humilhação durante a rotina profissional, além de ter sido atingida por alimentos enquanto exercia suas funções no ambiente de trabalho.

A decisão foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que considerou depoimentos apresentados por testemunhas e também o resultado de uma perícia médica. A trabalhadora irá receber aproximadamente R$ 30 mil.

O laudo apontou que a funcionária sofreu impactos psicológicos em decorrência das situações enfrentadas no frigorífico, levando ao reconhecimento da responsabilidade da empresa pelos danos causados.

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Funcionária relata humilhações

O episódio aconteceu em 2024, período em que a funcionária relatou ter passado a enfrentar problemas emocionais, incluindo depressão e crises de ansiedade, após sofrer constantes situações de humilhação no ambiente de trabalho. De acordo com o processo, os constrangimentos eram frequentes e partiam de colegas durante o expediente no frigorífico.

A trabalhadora afirmou que era alvo de ofensas relacionadas à aparência física e também de atitudes agressivas dentro do setor. Entre os episódios citados, uma colega teria utilizado apelidos pejorativos para se referir a ela e chegou a lançar pedaços de frango em sua direção enquanto ambas trabalhavam.

No decorrer da ação judicial, testemunhas ouvidas pela Justiça confirmaram os relatos apresentados pela vítima. Uma delas declarou que a funcionária responsável pelas provocações tinha o costume de intimidar empregados recém-contratados e afirmou ter presenciado as ofensas direcionadas à colega.

Outra testemunha contou ter visto um dos alimentos ser arremessado contra a trabalhadora e relatou que, em determinadas ocasiões, ela deixava o local de trabalho chorando devido às situações enfrentadas.

Justiça aponta falha na empresa

Ao analisar o caso em primeira instância, a Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste concluiu que a empresa não adotou medidas suficientes para garantir um ambiente profissional saudável e livre de constrangimentos. A decisão reconheceu que a trabalhadora foi submetida a situações que comprometeram sua saúde emocional durante o período em que atuava no frigorífico.

Na sentença, a juíza responsável pelo processo destacou que ficou comprovada a conduta inadequada praticada pela colega de trabalho, apontando que os episódios contribuíram diretamente para o agravamento do estado psicológico da funcionária.

Diante disso, a empresa foi condenada a pagar indenizações por danos morais e materiais. Os valores definidos pela Justiça somam pouco mais de R$ 27 mil, incluindo o período estimado de afastamento necessário para tratamento psicológico e psiquiátrico da trabalhadora, conforme indicado pela perícia médica.

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