O traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu” e apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) na Bolívia. Condenado a mais de 126 anos de prisão, ele era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil desde que fugiu do sistema prisional em 2020.

Foto: Reprodução.
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O traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu” e apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) na Bolívia. Condenado a mais de 126 anos de prisão, ele era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil desde que fugiu do sistema prisional em 2020.

Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, estava foragido desde 2020. Foto: Reprodução.

A captura ocorreu após uma operação conjunta entre a Polícia Federal e autoridades bolivianas. Palermo foi localizado no município de Cotoca, na região de Santa Cruz de la Sierra, após anos vivendo fora do radar das autoridades brasileiras.

Gerson Palermo acumulava condenações por tráfico e sequestro

Entre os crimes atribuídos ao traficante está o sequestro de um avião da antiga companhia Vasp, em agosto de 2000. Segundo as investigações, a aeronave que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba foi interceptada cerca de 20 minutos após a decolagem.

Na ação, criminosos desviaram o avião para o interior do Paraná e roubaram malotes do Banco do Brasil que transportavam cerca de R$ 5,5 milhões. Somente por esse crime, Palermo recebeu condenação superior a 66 anos de prisão.

Além do sequestro aéreo, Palermo também foi apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema internacional de tráfico de drogas. Em 2017, ele foi preso durante a Operação All In, que investigava o transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de aeronaves.

Prisão domiciliar e fuga de líder do PCC geraram polêmica

Mesmo com a longa ficha criminal, Gerson Palermo deixou um presídio federal de segurança máxima em 2020 após conseguir prisão domiciliar por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran. A justificativa apresentada na época envolvia supostos problemas de saúde.

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Poucas horas após deixar a prisão, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. O caso gerou repercussão nacional e acabou levando o magistrado à aposentadoria compulsória após investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que o habeas corpus concedido ao traficante tenha envolvido irregularidades investigadas em processos internos. O desembargador nega qualquer ilegalidade.

Gerson Palermo deve ser extraditado para o Brasil

Após a prisão na Bolívia, Gerson Palermo foi encaminhado para uma unidade da Interpol. A expectativa é que o líder do PCC seja extraditado nos próximos dias para cumprir o restante da pena no Brasil.

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