O caso de feminicídio seguido de suicídio registrado no Jardim Guanhembu, na zona sul de São Paulo, nesta sexta-feira (05), ganhou novos contornos após a divulgação de detalhes da investigação. O principal deles envolve a mensagem enviada por Tiago de Souza Cruz ao irmão pouco antes de os dois serem encontrados mortos dentro de casa.

Chayene Fernandes Silva tinha 30 anos e trabalhava como enfermeira. Foto: Reprodução. Foto: Reprodução.
Chayene Fernandes Silva tinha 30 anos e trabalhava como enfermeira. Foto: Reprodução. Foto: Reprodução.

O caso de feminicídio seguido de suicídio* registrado no Jardim Guanhembu, na Zona Sul de São Paulo, nesta sexta-feira (5), ganhou novos contornos após a divulgação de detalhes da investigação. O principal deles envolve a mensagem enviada por Tiago de Souza Cruz ao irmão pouco antes de os dois serem encontrados mortos dentro de casa.

Tiago de Souza Cruz foi encontrado morto ao lado da companheira dentro da residência. Foto: Reprodução.

Segundo a Polícia Militar, o homem teria informado ao familiar que havia matado a companheira, Chayene Fernandes Silva, e que também atentaria contra a própria vida. Após a mensagem, não houve mais contato.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais foram acionados após o irmão do suspeito procurar ajuda ao receber a mensagem. Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram Chayene caída em um dos quartos da residência, sem sinais vitais.

No mesmo cômodo estava Tiago, também sem vida. Próximo ao corpo foi localizada uma pistola calibre .40, que permaneceu no local para os trabalhos da perícia.

Sem histórico de violência

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a ausência de registros anteriores envolvendo o casal. Em entrevista ao Bacci Notícias, o 1º tenente Vilela afirmou que a delegada responsável pelo caso realizou levantamentos sobre o histórico dos envolvidos, mas não encontrou ocorrências anteriores de violência doméstica.

“Não tem histórico de violência dele, nem do casal. A gente não sabe qual foi o gatilho que levou ele a isso”, afirmou o policial.

Segundo informações obtidas pela investigação, Tiago e Chayene mantinham um relacionamento há algum tempo. Até o momento, a motivação do crime segue desconhecida.

Arma pertencia ao pai da vítima

Outro detalhe revelado pela Polícia Militar é que a arma utilizada no crime pertencia ao pai de Chayene, um ex-policial militar. Segundo o tenente Vilela, o armamento era guardado com medidas de segurança, mas o suspeito sabia onde estavam a arma, os carregadores e as munições.

A principal hipótese investigada é que ele tenha reunido todo o material antes de efetuar o disparo contra a companheira.

Mensagem revelou o crime

Ainda de acordo com a Polícia Militar, a corporação foi inicialmente acionada para uma averiguação relacionada a uma possível ocorrência de violência doméstica.

Somente após a chegada ao local e os contatos com familiares foi confirmada a existência da mensagem enviada ao irmão.

“Ele mandou uma mensagem para o irmão falando que tinha matado a Chayene e depois ele ia se matar. A partir daí não teve mais comunicação”, relatou o tenente.

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A vítima foi encontrada com um ferimento causado por disparo de arma de fogo na cabeça. Já o suspeito apresentava ferimento compatível com suicídio, segundo informações preliminares.

Investigação continua

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem auxiliar na reconstituição da dinâmica dos fatos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.

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