A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após um acidente durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), gerou indignação nas redes sociais por um motivo que vai além da tragédia.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após um acidente durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), gerou indignação nas redes sociais por um motivo que vai além da tragédia.

Nos últimos dias, diversos usuários do X (antigo Twitter) passaram a publicar comentários de teor sexual envolvendo o corpo da jovem após sua morte. As mensagens provocaram revolta entre internautas, que denunciaram as publicações e cobraram punição aos responsáveis.
Entre os comentários compartilhados na plataforma, alguns usuários fizeram insinuações relacionadas ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto outros utilizaram expressões associadas à chamada “festinha no IML”, termo que remete a um escândalo envolvendo a exposição criminosa de cadáveres.

Jovem que morreu após salto de rope jump vira alvo de comentários chocantes nas redes (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Jovem que morreu após salto de rope jump vira alvo de comentários chocantes nas redes (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Jovem que morreu após salto de rope jump vira alvo de comentários chocantes nas redes (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Jovem que morreu após salto de rope jump vira alvo de comentários chocantes nas redes (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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O que significa “festinha no IML”?
A expressão ficou conhecida após denúncias que vieram à tona nos últimos anos envolvendo grupos formados por funcionários de necrotérios, funerárias e Institutos Médicos Legais.
Segundo as investigações divulgadas na época, participantes compartilhavam fotografias, vídeos e comentários ofensivos sobre cadáveres em aplicativos de mensagens e redes sociais, muitas vezes com conteúdo sexualizado e desrespeitoso.
As denúncias tiveram grande repercussão nacional e deram origem ao termo “festinha no IML”, frequentemente utilizado por internautas para se referir, de forma mórbida, a situações envolvendo corpos em necrotérios.
A prática pode configurar crimes previstos na legislação brasileira, incluindo o vilipêndio de cadáver, tipificado no artigo 212 do Código Penal.
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Caso gerou indignação
A circulação dos comentários envolvendo Maria Eduarda provocou críticas de usuários das redes sociais, que classificaram as publicações como desumanas e desrespeitosas com a vítima e seus familiares.
Muitos internautas também cobraram que as plataformas adotem medidas contra perfis que promovem esse tipo de conteúdo.
Entenda o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após participar de um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13).
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da estrutura. Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para uma falha no procedimento de segurança.
Testemunhas relataram que a corda responsável por proteger a participante não teria sido conectada corretamente antes do salto, o que pode ter provocado uma queda de aproximadamente 40 metros.
Equipes de resgate foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.
Três homens responsáveis pela atividade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
