A Prefeitura de Limeira (SP) anunciou nesta segunda-feira (15) novas medidas para restringir o acesso à chamada Ponte do Esqueleto, local onde ocorreu a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump.

Jovem em Rope jump (Foto: reprodução)
As decisões foram divulgadas pela vereadora Bruna Magalhães após uma reunião que reuniu representantes da Prefeitura, da União, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Câmara Municipal e demais autoridades envolvidas no caso.
Segundo a parlamentar, ficou oficialmente reconhecido que a estrutura pertence à União e que o acesso ao local ocorre de forma irregular.
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Novas medidas de segurança
Entre as ações definidas estão:
- Reforço da sinalização na área;
- Instalação de barreiras físicas para impedir o acesso;
- Reabertura de valetas de contenção;
- Solicitação de apoio da Polícia Federal para investigar possíveis atividades irregulares e eventos promovidos no local.
Em publicação nas redes sociais, Bruna Magalhães afirmou que vinha cobrando providências para a área há anos.
“Essa é uma luta que venho travando há muito tempo, cobrando providências, fiscalização e segurança antes que novas tragédias acontecessem. Seguiremos acompanhando cada etapa para que as medidas realmente saiam do papel”, declarou.
Entenda o impasse
A Ponte do Esqueleto está localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Após a tragédia, a Prefeitura de Limeira chegou a informar que estudava medidas judiciais contra a União por suposta omissão em relação à área.
Desativada há cerca de 30 anos, a estrutura fazia parte de um trecho ferroviário da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. que nunca chegou a ser implantado. O local encontra-se dentro de propriedades particulares e o processo de incorporação da ponte pela União foi autorizado recentemente.
As investigações apontam que não havia autorização formal para a realização de saltos de rope jump na estrutura.
Além disso, a modalidade não possui regulamentação específica em âmbito nacional, fator que também deverá ser analisado pelas autoridades.
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Entenda o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após participar de um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13).
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da estrutura. Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para uma falha no procedimento de segurança.
Testemunhas relataram que a corda responsável por proteger a participante não teria sido conectada corretamente antes do salto, o que pode ter provocado uma queda de aproximadamente 40 metros.
Após o acidente, equipes de resgate foram acionadas, mas a jovem não resistiu aos ferimentos.
Três homens responsáveis pela atividade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.