O Ozivy, primeiro medicamento nacional à base de semaglutida produzido pela EMS, começou a ser vendido nas farmácias brasileiras após receber aprovação da Anvisa. Indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, o produto chega ao mercado como uma alternativa nacional ao Ozempic, com preço inicial sugerido a partir de R$ 452 por caneta.
O Ozivy, medicamento desenvolvido pela farmacêutica brasileira EMS e apontado como uma alternativa nacional ao Ozempic, começou a ser comercializado nas farmácias do país nesta semana.
Indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, o produto chega ao mercado com preço sugerido a partir de R$ 452.
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Foto ilustrativa de Ozempic (Foto: Freepik)
A medicação tem como princípio ativo a semaglutida produzida sinteticamente e só pode ser adquirida mediante apresentação de prescrição médica. O tratamento é realizado por meio de uma caneta de aplicação semanal.
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Assim como outros medicamentos da mesma classe, o Ozivy age de forma semelhante ao hormônio GLP-1, auxiliando no controle dos níveis de glicose no sangue.
Entre seus efeitos, estão o aumento da sensação de saciedade e a desaceleração do esvaziamento do estômago, fatores que contribuem para o controle metabólico dos pacientes.
Valor pode variar entre farmácias
Apesar de chegar ao mercado com preço inferior ao do medicamento de referência importado, o custo do Ozivy pode sofrer alterações conforme a localidade e a política comercial de cada rede farmacêutica.
Em levantamentos recentes, o produto foi encontrado sendo vendido por cerca de R$ 464,81, embora o valor final também dependa da concentração prescrita ao paciente.
A medicação desenvolvida pela EMS não é enquadrada como genérico. Segundo a classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ozivy foi registrado na categoria de “medicamento novo”, uma vez que possui processo próprio de desenvolvimento e fabricação da substância ativa em laboratório.
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Aprovação da Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização para a comercialização do Ozivy, medicamento produzido pela farmacêutica EMS que utiliza a semaglutida como princípio ativo.
A decisão representa um marco para o setor farmacêutico nacional, já que se trata da primeira aprovação de um produto brasileiro baseado na substância após o encerramento da proteção patentária da Novo Nordisk no país.
O medicamento recebeu registro na categoria de “medicamento novo”, por meio do processo de desenvolvimento abreviado. Essa modalidade é aplicada a produtos formulados a partir de moléculas já conhecidas no mercado.
A liberação ocorre após um período de análise técnica conduzido pela Anvisa. Desde o término da patente da semaglutida, diversos laboratórios demonstraram interesse em lançar versões do medicamento no Brasil, mas até então nenhum havia obtido aval da agência reguladora.
Meses antes, alguns pedidos chegaram a ser rejeitados devido a inconsistências na documentação apresentada e ao não atendimento de exigências técnicas estabelecidas pelo órgão.
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