O advogado que representa dois homens presos no caso da morte de Maria Eduarda, jovem de 21 anos que morreu durante um salto de rope jump, afirmou que seus clientes não tinham participação direta no momento do salto e atuavam apenas em funções auxiliares na operação da atividade. Os suspeitos foram presos neste sábado (20) em Limeira e Indaiatuba, no interior de São Paulo

 Foto: Reprodução.
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O advogado que representa dois homens presos no caso da morte de Maria Eduarda, jovem de 21 anos que morreu durante um salto de rope jump, afirmou que seus clientes não tinham participação direta no momento do salto e atuavam apenas em funções auxiliares na operação da atividade. Os suspeitos foram presos neste sábado (20) em Limeira e Indaiatuba, no interior de São Paulo

Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias, o defensor Vitor Aurélio informou que ambos foram presos temporariamente por cinco dias, mas disse ainda não ter acesso completo aos autos nem conhecimento detalhado da acusação formal.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após salto de rope jump em Limeira. Foto: Reprodução.

Segundo ele, os dois investigados trabalhavam como freelancers e não eram funcionários contratados da empresa responsável pela atividade. “Nenhum participou ativamente do salto”, afirmou. De acordo com o advogado, as funções desempenhadas pelos dois eram distintas e ocorriam após a execução do salto.

Ele explicou que um dos homens, identificado como João, atuava na parte inferior da estrutura, sendo responsável por retirar a corda após o término do salto. Já o outro, Gabriel, permanecia na parte superior, com a função de recolher o equipamento após o procedimento. “Ambos tinham funções pós-salto, e não durante o salto em si”, disse.

Advogado nega que câmera foi ocultada pelos suspeitos

O defensor também relatou que, em alguns casos, o pagamento pelo trabalho não ocorria em dinheiro, mas por meio da realização de um salto. Ele destacou ainda que a contratação dos dois teria ocorrido de forma informal, sem vínculo empregatício, e em caráter ocasional.

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Questionado sobre a suposta ocultação de uma câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto — equipamento que poderia ser relevante para a investigação — o defensor negou qualquer participação dos clientes. Segundo ele, o material seria de interesse da própria defesa. “A câmera é de suma importância para eles, pois poderia comprovar que prestaram socorro e ajudaram em momentos posteriores”, afirmou.

Suspeitos não tentaram fugir, diz defesa

A defesa dos suspeitos, também composta pela advogada Ana Flavia de Almeida Foguel, negou que os dois tenham tentado fugir ou se esconder após o ocorrido. Segundo o relato, ambos permaneceram em suas residências na cidade e não deixaram o local do trabalho no dia do acidente. “Não estavam escondidos. Estavam em casa quando foram presos”, disse.

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O advogado Vitor Aurélio acrescentou ainda que não acompanhou os depoimentos colhidos pela polícia e afirmou que só passou a atuar no caso após a audiência de custódia. Segundo ele, o acesso inicial aos clientes teria sido dificultado, sendo necessário acionar a Comissão de Prerrogativas da OAB para conseguir realizar a primeira conversa com os presos.

A morte de Maria Eduarda

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após um acidente de rope jump, no último dia 13, ganhou repercussão nacional. O caso aconteceu na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

A jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança do equipamento. Até o momento, seis pessoas foram presas e ninguém soube explicar o erro fatal que causou a morte de Maria Eduarda.

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