A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou que a jovem tinha planos de se casar e construir uma família antes de morrer durante um salto de rope jump em Limeira (SP).

Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou que a jovem tinha planos de se casar e construir uma família antes de morrer durante um salto de rope jump em Limeira (SP).

Maria Eduarda

Maria Eduarda Rodrigues morreu aos 21 anos após salto de rope jump. Foto: Reprodução / Redes sociais.

Em nota divulgada neste domingo (21), os familiares lamentaram a perda e disseram que a morte interrompeu os sonhos da jovem, conhecida como “Duda”. 

“Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir a sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados”, diz a nota.

Além disso, a família classificou a tragédia como “inaceitável” e afirmou que busca justiça. Os parentes defendem que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados por ações e omissões relacionadas ao acidente a expectativa é de que a investigação ajude a evitar que casos semelhantes aconteçam novamente.

A conclusão do primeiro inquérito

A Polícia Civil deve concluir nesta segunda-feira (22) o primeiro inquérito sobre o caso, referente à prisão em flagrante dos três instrutores que participaram do salto. Eles tiveram as prisões convertidas em preventivas e permanecem detidos enquanto as investigações continuam.

No último sábado (20), outras três pessoas foram presas temporariamente por suspeita de ocultação de provas, incluindo a responsável pela empresa que organizava os saltos.

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que provas importantes tenham sido ocultadas após o acidente.

Entre elas está a câmera que estava presa ao corpo de Maria Eduarda e registrava o salto. Segundo a investigação, o equipamento desapareceu após a tragédia e pode ser fundamental para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Relembre o caso 

Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros da chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, sem estar conectada à corda de segurança do rope jump.

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As investigações seguem em andamento para apurar as responsabilidades criminais e as circunstâncias que levaram à morte da jovem.

Confira a nota completa da família de Maria Eduarda

”NOTA DA FAMÍLIA RODRIGUES – Em Memória de Nossa Amada Duda

É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues se dirige ao público neste momento tão difícil, após a trágica e prematura perda de nossa querida Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos.

Maria Eduarda, nascida em 25 de dezembro, sempre foi um verdadeiro presente para nossa família. Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante. Recordamos com carinho de cada momento e de nosso empenho em vê-la feliz.

Ela era uma jovem dedicada e estudiosa, com uma trajetória exemplar. Com formação em Nutrição Esportiva, estava cursando Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Sua paixão pela área se refletia em seu trabalho como recepcionista e estagiária em uma academia da nossa cidade.

Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados.

O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação.

Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões. Confiamos na atuação diligente da Polícia Civil e do sistema Judiciário para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e que a memória de nossa Duda seja honrada com a busca pela justiça. Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens.

Agradecemos imensamente o apoio, a solidariedade e o carinho recebidos de todos, bem como o papel da imprensa na busca pela verdade e na divulgação deste caso. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento.

Com o coração partido,

A Família Rodrigues – Jandira/SP, 20 de junho de 2026.”

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