O irmão de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, morta e decapitada pelo próprio filho de 27 anos em Belo Horizonte, relatou em entrevista que a vítima sempre protegeu o rapaz e recusou denunciá-lo à polícia duas semanas antes, após um surto agressivo. Segundo o familiar, o quadro de esquizofrenia do jovem havia se agravado após uma temporada em Portugal. O crime ocorreu no bairro Cachoeirinha e segue sob investigação.

(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)
(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)

O Portal Bacci Notícias segue acompanhando de perto o caso do filho de 27 anos, diagnosticado com esquizofrenia, que matou e decapitou a própria mãe no apartamento onde moravam, no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte (MG), na manhã desta segunda-feira (22).

O filho confessou ter matado e decapitado a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, usando uma faca de cozinha. A cabeça da mulher foi encontrada no mesmo cômodo onde estava o corpo.

(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)

(Foto: Reprodução Polícia Civil MG)

Detalhes do crime

Em um relato emocionante, o irmão da vítima afirmou que a mãe sempre cuidou do filho com afeto e dedicação, mesmo diante das dificuldades impostas pela doença. Ele lembrou que Jussara era conhecida pela generosidade, trabalho e proteção aos filhos.

“Minha irmã é super gente boa, popular, comunicativa, trabalhadora, mãezona e dava a vida pelos filhos”, afirmou o homem.

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O tio do acusado contou que só ficou sabendo do diagnóstico de esquizofrenia depois que a irmã comentou sobre a situação. O quadro teria se agravado após o período em que o jovem viveu em Portugal com o pai.

Histórico de agressividade

O irmão de Jussara ainda revelou que, duas semanas antes do crime, um episódio de violência já havia ocorrido: o jovem revirou a casa e trancou a mãe para fora em uma noite fria. Ao tentar chamar a polícia, o irmão foi impedido por Jussara, que preferiu proteger o filho em vez de denunciá-lo.

“Quando eu estava acionando o 190 para vir ajudar, ela tomou o celular da minha mão. No mesmo instante em que ela se sentiu protegida pela chegada da polícia, ela já sentiu compaixão do menino”, revelou o irmão.

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O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

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