O interior da residência usada por integrantes de uma seita criminosa no Ceará revelou uma série de elementos que surpreenderam os investigadores. No imóvel, apelidado de “Casa da Morte”, a polícia encontrou um altar cercado por objetos ligados ao ocultismo e outros detalhes que passaram a integrar as investigações.

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros.
Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros.

O interior da residência usada por integrantes de uma seita criminosa no Ceará revelou uma série de elementos que surpreenderam os investigadores. No imóvel, apelidado de “Casa da Morte”, a polícia encontrou um altar cercado por objetos ligados ao ocultismo e outros detalhes que passaram a integrar as investigações.

Objetos ligados ao ocultismo foram encontrados pela Polícia Civil durante as investigações. Foto: Polícia Civil/Divulgação.

O que foi encontrado pela Polícia Civil?

Segundo a Polícia Civil, parte dos restos mortais das vítimas era utilizada como ornamentação do altar encontrado na residência. O espaço, conforme a investigação, servia para a realização de rituais praticados pelos integrantes da seita e foram encontrados:

  • Altar com objetos ligados ao ocultismo;
  • Restos mortais utilizados na ornamentação;
  • Covas preparadas para novas vítimas;
  • Armas e materiais usados nos rituais

Ainda de acordo com os investigadores, os criminosos acreditavam que os espíritos das vítimas permaneceriam aprisionados no local e poderiam atender aos pedidos feitos durante as cerimônias.

Investigação revelou como os crimes eram praticados

As investigações apontaram que os integrantes da seita atraíam vítimas para um sítio em Iguatu com promessas de festas, dinheiro ou encontros. No local, elas tinham o rosto coberto durante um ritual e eram mortas com tiros na nuca.

Após o desaparecimento do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier, policiais localizaram o corpo e encontraram outras vítimas enterradas na propriedade.

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O caso levou à condenação de Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

Segundo a Polícia Civil, o grupo acreditava que os espíritos das pessoas assassinadas forneceriam os números da Mega-Sena e concederiam outros desejos, como riqueza e poder.

Condenação dos suspeitos

O Tribunal do Júri condenou os dois acusados em 2021. Gleudson recebeu pena superior a 21 anos de prisão, enquanto Roberto foi condenado a mais de 18 anos, além de responder por posse ilegal de arma de fogo.

Na época, o Ministério Público do Ceará classificou a residência como o local onde eram realizados rituais macabros e destacou que o cadáver do estudante foi encontrado nas proximidades do imóvel.

Além do assassinato do estudante, a Polícia Civil concluiu que os integrantes da seita participaram da morte de outras vítimas em circunstâncias semelhantes.

Os investigadores afirmaram ainda que covas já haviam sido preparadas para novos crimes, que não ocorreram porque os possíveis alvos não compareceram ao local.

As vítimas eram atraídas até o sítio sob falsas promessas, tinham o rosto coberto durante um suposto ritual e eram executadas com um tiro na nuca. Segundo a Polícia Civil, quatro pessoas foram assassinadas pelo grupo, incluindo o estudante Jheyderson de Oliveira Chavier. Foto: Reprodução.

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