Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado como padrasto da bebê Helena, de 10 meses, foi solto na última segunda-feira (20) após a conclusão do inquérito que investiga a morte da criança, ocorrida em 13 de junho, em Fortaleza (CE).
Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado como padrasto da bebê Helena, de 10 meses, foi solto na última segunda-feira (20) após a conclusão do inquérito que investiga a morte da criança, ocorrida em 13 de junho, em Fortaleza (CE).

Bebê Helena (Foto: reprodução)
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Francisco Ray, identificado durante a investigação como companheiro da mãe da menina, não foi indiciado pela Polícia Civil.
Ao encerrar o inquérito, os investigadores indiciaram Ysabelle Rodrigues, mãe de Helena, por homicídio culposo comissivo por omissão. Também foi indiciado Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray, pelo crime de homicídio culposo.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Francisco Ray não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Acesse o canal BNTV no Youtube
Relembre o caso
Helena morreu após ser levada pela mãe a um hospital de Fortaleza.
Em depoimento à Polícia Civil, Ysabelle Rodrigues afirmou que participava de uma confraternização em um apartamento na companhia de Francisco Ray. Segundo ela, ao verificar como a filha estava, encontrou Roberto Levy Magalhães, primo de Francisco, sobre o corpo da bebê.
Inicialmente, a mulher acreditou que a criança estivesse engasgada e a levou imediatamente para atendimento médico. No hospital, no entanto, a morte foi confirmada.
Ainda no dia do ocorrido, Francisco Ray e Roberto Levy foram presos em flagrante. Conforme a Polícia Civil, ambos apresentavam sinais de embriaguez, e as prisões foram posteriormente convertidas em preventivas pela Justiça.
Laudo descartou violência sexual
O caso teve grande repercussão após profissionais de saúde identificarem, em um primeiro momento, lesões que levantaram a suspeita de violência sexual contra a bebê.
Entretanto, o laudo oficial da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou essa hipótese.
Segundo a perícia, Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta, provocada por compressão do corpo, sem evidências de violência sexual.
A conclusão do exame foi determinante para o andamento das investigações e para a revisão da situação jurídica dos envolvidos.
Mãe foi indiciada pela Polícia Civil
Com o encerramento do inquérito, a Polícia Civil responsabilizou a mãe da criança por homicídio culposo comissivo por omissão, entendimento que considera que ela teria deixado de agir para evitar o resultado fatal.
A defesa de Ysabelle Rodrigues, representada pelo advogado Weryd Simões, contestou o indiciamento e classificou a decisão como um erro.
“O indiciamento da cliente representa um grave equívoco na condução deste inquérito policial”, afirmou o advogado.