A advogada Gleicy Kelly Leitão, que integra a defesa de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, compartilhou nas redes sociais uma conversa com Ysabelle Rodrigues, mãe da bebê Helena, após ela ser indiciada pela morte da filha.

Foto: Reprodução/Redes sociais.
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A advogada Gleicy Kelly Leitão, que integra a defesa de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, compartilhou nas redes sociais uma conversa com Ysabelle Rodrigues, mãe da bebê Helena, após ela ser indiciada pela morte da filha.

(Foto: Reprodução/Redes sociais)

A publicação foi feita na última segunda-feira (20), um dia após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Ceará, que indiciou Ysabelle pelo crime de homicídio culposo comissivo por omissão.

Mãe desabafa após indiciamento

Nos stories do Instagram, Gleicy Kelly publicou uma troca de mensagens com Ysabelle. Na conversa, a advogada demonstra acreditar que a cliente poderá ser beneficiada com o perdão judicial diante das circunstâncias do caso.

Em resposta, a mãe da bebê fez um desabafo sobre a dor que enfrenta desde a morte da filha.

“A maior sentença já tô vivendo, sem minha filha. Mais um sofrimento não sei se iria suportar. O que ainda me dá forças são os meus filhos. Sem eles acaba o resto de vida que eu tenho.”

A publicação repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões entre os internautas.

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Caso Helena: mãe reage após padrasto ser indiciado pela morte da bebê (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Francisco Ray deixou a prisão e não foi indiciado

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Francisco Ray Magalhães, apontado durante as investigações como companheiro da mãe de Helena, não foi indiciado pela Polícia Civil e deixou a prisão após a conclusão do inquérito.

Além de Ysabelle, também foi indiciado Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray, pelo crime de homicídio culposo.

A defesa de Ysabelle, representada pelo advogado Weryd Simões, contestou o indiciamento e classificou a decisão como um erro.

“O indiciamento da cliente representa um grave equívoco na condução deste inquérito policial”, afirmou o advogado.

Relembre o caso

Helena, de apenas 10 meses, morreu após ser levada pela mãe a um hospital de Fortaleza.

Em depoimento à Polícia Civil, Ysabelle Rodrigues afirmou que participava de uma confraternização em um apartamento na companhia de Francisco Ray. Segundo o relato, ao verificar como a filha estava, encontrou Roberto Levy Magalhães, primo de Francisco, sobre o corpo da bebê.

A mãe contou que acreditou inicialmente que a criança estivesse engasgada e a levou imediatamente ao hospital, onde a morte foi confirmada.

No mesmo dia, Francisco Ray e Roberto Levy foram presos em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, ambos apresentavam sinais de embriaguez, e as prisões foram convertidas posteriormente em preventivas pela Justiça.

Laudo descartou violência sexual

O caso ganhou grande repercussão após a equipe médica levantar, inicialmente, a hipótese de violência sexual devido às lesões encontradas no corpo da bebê.

Entretanto, o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou essa possibilidade. O exame concluiu que Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta, causada por compressão do corpo, sem sinais de violência sexual.

A conclusão da perícia foi determinante para o direcionamento das investigações e para a decisão da Polícia Civil de não indiciar Francisco Ray, mantendo o indiciamento da mãe da criança e de Roberto Levy.

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