A Justiça do Paraná tornou réu por feminicídio um militar da reserva acusado de matar a esposa, uma escrivã da Polícia Federal, em Cascavel. Embora ele alegasse suicídio, peritos encontraram divergências no local do crime e a ausência de pólvora no corpo da vítima. O casal estava junto há 15 anos e tem uma filha.
A Justiça do Paraná aceitou a denúncia contra o militar da reserva acusado pela morte da esposa, que era escrivã da Polícia Federal.
Agora, ele responde como réu por feminicídio em Cascavel. O crime ocorreu após o casal assistir ao jogo entre Brasil e Escócia em um bar da cidade.

(Foto: Redes Sociais)
Contradições no depoimento
O caso aconteceu na noite de 24 de junho, quando o casal retornou para casa. Segundo o inquérito, o militar acionou o socorro alegando que a esposa havia tirado a própria vida. Entretanto, a investigação encontrou divergências no depoimento e indícios de alterações na cena do crime.
O Ministério Público do Paraná afirma que existem provas suficientes para responsabilizar o réu pela morte da esposa, apesar de algumas perícias ainda estarem em andamento. Pessoas próximas relataram que o relacionamento era conturbado e que comportamentos agressivos já eram conhecidos entre o círculo de convivência.
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De acordo com o delegado responsável, o militar relatou que o casal voltou para casa para assistir ao segundo tempo do jogo. Ele afirmou que ao sair do carro, ouviu disparos e, ao retornar, encontrou a esposa gravemente ferida.
A defesa argumenta que a denúncia foi apresentada antes da conclusão das perícias técnicas, e menciona que não havia registros formais de agressão, além de citar histórico psiquiátrico da vítima.
Investigações
A investigação revelou que Vanessa morreu com um tiro na cabeça, utilizando uma arma do próprio militar. A Polícia Científica foi acionada e realizou a perícia no local. Conforme o delegado, os peritos identificaram elementos que não condizem com suicídio, como ausência de pólvora e de zona de chamuscamento no corpo da vítima.
Imagens de câmera de segurança mostram que o disparo ocorreu dentro do carro, e o militar teria demorado cerca de três minutos para verificar a situação. O vídeo, que não foi divulgado, capta apenas os sons do momento. O casal estava junto há cerca de 15 anos e tem uma filha.
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