O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu, nesta sexta-feira (24), a decisão que determinava à Prefeitura da capital autorizar o funcionamento do Uber Moto em até 48 horas.

Foto: Reprodução Detran-SP.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu, nesta sexta-feira (24), a decisão que determinava à Prefeitura da capital autorizar o funcionamento do Uber Moto em até 48 horas.

Serviço de transporte por motocicletas segue proibido na capital paulista. Foto: Agência Brasil.

Com a nova decisão, o transporte de passageiros por motocicletas por meio de aplicativos continua oficialmente proibido na cidade. Motoristas e usuários da modalidade seguem sujeitos à fiscalização e à aplicação de multas.

Tribunal cita segurança no trânsito

Ao analisar o recurso da Prefeitura, o desembargador Borelli Thomaz entendeu que os riscos à segurança viária devem prevalecer sobre os impactos econômicos alegados pelas plataformas.

Na decisão, o magistrado afirmou que o possível prejuízo financeiro causado pelo atraso na implementação do serviço não se sobrepõe ao direito à vida e à segurança no trânsito.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a decisão suspende tanto o credenciamento das empresas quanto a multa prevista na decisão de primeira instância, até o julgamento definitivo do recurso.

Disputa chegou ao STF

A discussão sobre o Uber Moto na capital paulista começou após a Prefeitura publicar, em dezembro de 2025, um decreto regulamentando a atividade.

Representando as plataformas digitais, a Confederação Nacional de Serviços (CNS) questionou as regras no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que as exigências tornavam inviável a operação do serviço.

O ministro Alexandre de Moraes suspendeu parte das normas municipais ao entender que algumas exigências invadiam competências da União e criavam barreiras consideradas desproporcionais para a atividade.

Prefeitura exigia regras mais rígidas

Entre as exigências suspensas pelo STF estavam a obrigatoriedade de placa vermelha para as motocicletas e a contratação de seguros com cobertura superior à prevista na legislação federal.

O decreto municipal também previa indenizações mínimas para casos de morte, invalidez e despesas médicas decorrentes de acidentes.

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Na avaliação de Moraes, os valores exigidos eram significativamente superiores aos praticados em atividades semelhantes, reforçando a tese de que as regras poderiam inviabilizar o funcionamento do serviço.

Serviço continua proibido

Apesar das decisões do STF sobre alguns pontos da regulamentação, a decisão do Tribunal de Justiça mantém o Uber Moto proibido na cidade de São Paulo até que o recurso seja julgado definitivamente.

Até a publicação desta reportagem, a Uber ainda não havia se manifestado sobre a nova decisão.

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