Igor Zampieri, jovem que teve o nome associado ao caso da morte do cão Orelha, em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), se pronunciou pela primeira vez sobre o episódio.

MP abre investigação contra delegado do caso Orelha (Foto: Redes Sociais)
MP abre investigação contra delegado do caso Orelha (Foto: Redes Sociais)

Igor Zampieri, jovem que teve o nome associado ao caso da morte do cão Orelha, em janeiro deste ano, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), se pronunciou pela primeira vez sobre o episódio.

Acusado pela morte do cão Orelha se pronuncia pela primeira vez sobre o caso (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Em um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (25), ele negou qualquer participação na morte do animal e afirmou que vem sofrendo ataques desde que seu nome passou a circular na internet.

Ao longo do depoimento, Igor disse que decidiu falar publicamente porque, segundo ele, “não consegue mais viver em silêncio” diante da repercussão do caso.

Segundo o jovem, ele permaneceu em silêncio durante toda a investigação por orientação das autoridades e somente decidiu se manifestar após o encerramento do processo.

“Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri, acabei de completar 18 anos. Pessoas que não me conhecem, que nunca ouviram a minha versão, me julgaram sem saber o que realmente aconteceu”, afirmou.

Ainda no vídeo, Igor disse que o silêncio foi interpretado por muitas pessoas como uma admissão de culpa.

“Enquanto eu fiquei em silêncio, minha foto circulava pela internet. Meu nome era compartilhado em grupos de WhatsApp. As pessoas me julgavam sem me conhecer. O mais difícil foi ser acusado de algo que eu não fiz e jamais faria.”

O jovem também declarou que as autoridades tiveram acesso às provas e que o arquivamento do caso reforça sua versão.

“Mesmo depois de a Justiça arquivar o processo e ficar comprovado que eu não fiz nada, muitas pessoas continuam me chamando de assassino. Agora chegou a minha vez de falar.”

Veja a declaração:

Relembre o caso

O caso envolvendo o cão comunitário conhecido como Orelha ganhou repercussão nacional em janeiro de 2026, após denúncias apontarem que o animal teria sido agredido por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis.

Inicialmente, as investigações consideraram a possibilidade de maus-tratos. No entanto, em maio de 2026, o Ministério Público concluiu, com base em laudos periciais e na exumação do animal, que o cão morreu em decorrência de uma condição de saúde preexistente, descartando que a morte tenha sido causada por agressões.

Com isso, a Justiça determinou o arquivamento do caso.

Caso gerou repercussão nacional

Apesar do arquivamento, o episódio provocou ampla mobilização nas redes sociais e levou à abertura de apurações sobre a condução da investigação policial. O caso também impulsionou discussões sobre mudanças na legislação de proteção animal, incluindo propostas como a chamada “Lei Orelha”, além de iniciativas voltadas ao endurecimento das punições para casos de maus-tratos contra animais.

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