A advogada Paloma Gurgel, presa na sexta-feira (23), suspeita de integrar um grupo criminoso envolvido em extorsões no Ceará e no Rio Grande do Norte, é coautora de um livro escrito em parceria com Marcinho VP.
A advogada Paloma Gurgel, presa na sexta-feira (23), suspeita de integrar um grupo criminoso envolvido em extorsões no Ceará e no Rio Grande do Norte, é coautora de um livro escrito em parceria com Marcinho VP, apontado pelas autoridades como chefe da facção Comando Vermelho e pai do rapper Oruam.
A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias civis dos dois estados, que também resultou na detenção de outra mulher e no cumprimento de mandados de busca e apreensão. A Justiça cearense expediu mandado de prisão preventiva contra a advogada.
Livro foi escrito com chefe do Comando Vermelho
Paloma Gurgel assina como coautora da obra “Execução Penal Banal Comentada”, publicada antes da prisão. O livro também tem como autor o advogado Luciano Tourinho e apresenta comentários sobre a aplicação prática da execução penal no sistema prisional brasileiro.
Na descrição divulgada pelos autores, o material é apresentado como voltado à compreensão prática do tema, tanto para estudantes quanto para profissionais do Direito. Na plataforma Amazon, a obra registra apenas uma avaliação, com nota três em um total de cinco possíveis.

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Investigação apura atuação em esquema de extorsão
Segundo a Polícia Civil do Ceará, Paloma é investigada por envolvimento em um esquema de extorsão que utilizava ameaças e intimidações contra vítimas. Os investigadores não detalharam, até o momento, como o grupo atuava nem o perfil dos alvos.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos, que serão analisados para aprofundar as apurações. A ação contou com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte e acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil durante o cumprimento dos mandados.
Presença nas redes sociais chama atenção dos investigadores
Nas redes sociais, Paloma mantém um perfil com cerca de 680 mil seguidores, onde publica conteúdos relacionados a moda, direito e eventos sociais. Apesar do número elevado de seguidores, o engajamento das postagens é baixo, com poucas curtidas e comentários.
Esse tipo de comportamento digital costuma ser associado ao uso de seguidores falsos, segundo especialistas em redes sociais, e passou a ser observado pelos investigadores no contexto da apuração.
Advogada já havia sido alvo de outras investigações
Em 2025, Paloma Gurgel já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma investigação relacionada à atuação de organização criminosa. Ela ganhou projeção nacional por atuar na defesa de réus ligados a facções criminosas e a casos de grande repercussão.
Ao comentar a defesa de Antônio Jussivan, conhecido como Alemão e apontado como mentor do maior assalto já registrado no país, a advogada afirmou em rede social que o cliente seria vítima do que chamou de “Direito Penal do Inimigo”.
Histórico inclui atentado a tiros em 2016
Em 2016, Paloma foi vítima de um atentado a tiros em uma lanchonete na cidade de Natal. Ela foi atingida no peito e permaneceu internada por quatro dias antes de receber alta médica.
Na ocasião, a advogada relatou que o projétil não atingiu órgãos vitais porque teria sido amortecido por uma prótese de silicone. Após o episódio, ela afirmou ter deixado o estado por questões de segurança.
Operação segue em andamento
Além das duas prisões, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, incluindo em um imóvel ligado a outro advogado em Fortaleza. O material apreendido será periciado e deve embasar novas diligências.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
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