O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que não pretende indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, na noite de quarta-feira (29).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que não pretende indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, na noite de quarta-feira (29).

Messias
A decisão ocorre após uma derrota considerada histórica. Messias recebeu apenas 34 votos favoráveis, sete a menos do mínimo necessário, enquanto 42 senadores votaram contra.
Com o resultado, Lula se tornou o primeiro presidente, em mais de um século, a ter uma indicação ao STF rejeitada.
Reunião de emergência
Após o revés, Lula convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada com Jorge Messias, ministros e aliados próximos para discutir os próximos passos e avaliar os impactos políticos da decisão. A expectativa, segundo relatos, é que a indicação ocorra nas próximas semanas mas não de forma imediata.
Crise política e articulação
A rejeição ocorreu em meio a um cenário de tensão entre o Congresso e o STF, além de articulações políticas ligadas ao período pré-eleitoral.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como um dos principais responsáveis pela derrota do governo.
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Desde a criação do STF, em 1890, Messias se tornou apenas o sexto nome rejeitado pelos senadores, os demais casos ocorreram ainda no século XIX, durante o governo de Floriano Peixoto.
Reações e acusações
Após a votação, Jorge Messias insinuou ter sido prejudicado por articulações políticas no Senado.
A derrota foi interpretada por aliados como uma falha grave na articulação do governo, mesmo após a liberação de emendas parlamentares às vésperas da votação.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, classificou o resultado como fruto de uma “aliança vergonhosa” entre oposição e outros grupos com interesses eleitorais.
Já o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que a rejeição teve motivação política, e não técnica.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro negou participação em articulações contra o governo e atribuiu o resultado também à postura de ministros do STF.
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