A defesa de Jair Bolsonaro (PL) descreveu o ex-presidente como uma pessoa “frágil’ e que irá ter um piripaque logo nas primeiras semanas no presidio da Papuda. A declaração foi feita após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a a condenação a mais de 27 anos de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado, anunciada na sexta-feira (7).

Foto: reprodução/redes sociais
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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) descreveu o ex-presidente como uma pessoa “frágil’ e que irá ter um piripaque logo nas primeiras semanas no presidio da Papuda. A declaração foi feita após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a a condenação a mais de 27 anos de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado, anunciada na sexta-feira (7).

Segundo eles, depois de seis cirurgias no abdômen por causa da facada de 2018, uma sétima para curar refluxo e desvio de septo, e outros quatro procedimentos para tratar de obstrução intestinal e erisipela, o ex-presidente já provou que é uma pessoa frágil em termos de saúde, além dos aspectos psicológicos por já se encontrar preso em casa.

Os advogados ainda afirmaram que não restara outra opção ao ministro Alexandre de Morais, a não ser autorizar a prisão domiciliar ao réu.

Decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade rejeitou o recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a condenação a mais de 27 anos de prisão pela participação na tentativa de golpe de Estado. O placar de 4 a 0 foi decidido nesta sexta-feira (7), tendo os votos dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que acompanharam o relator Alexandre de Moraes.

Os julgamentos dos recursos do núcleo 1 da trama golpista começaram nesta sexta, e vai até o dia 14 de novembro, próxima sexta-feira. O objetivo era analisar os pontos de contestação da defesa do ex-presidente em relação às acusações.

Com o voto de Cristiano Zanin acompanhando Moraes, se formou maioria entre os magistrados da Primeira Turma, composta por quatro ministros, desde a saída de Luiz Fux. A única que ainda não expressou seu voto foi a ministra Cármen Lúcia.

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