Um novo depoimento prestado à Justiça de São Paulo trouxe informações importantes sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, na região central da capital paulista, em fevereiro deste ano.

Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução/Instagram
Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução/Instagram

Um novo depoimento prestado à Justiça de São Paulo trouxe informações importantes sobre a morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, na região central da capital paulista, em fevereiro deste ano.

PM Gisele e Tenente-Coronel Geraldo Leite (Foto: Reprodução)

PM Gisele ainda respirava

Durante a fase de instrução do processo, o sargento do Corpo de Bombeiros Rodrigo Almeida Rodrigues afirmou que a policial ainda apresentou sinais de vida quando a equipe iniciou as manobras de ressuscitação.

“Quando iniciamos a massagem cardíaca, a Gisele suspirou. Ela buscou respirar e começou a agonizar”, relatou o bombeiro em depoimento.

Segundo ele, os socorristas permaneceram realizando os procedimentos de reanimação por cerca de 10 minutos até a chegada da equipe médica.

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Cena encontrada no apartamento

O bombeiro também descreveu como encontrou o local da ocorrência.

Segundo o depoimento, o marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, estava sentado próximo à porta do apartamento, falando ao telefone.

Rodrigues afirmou ainda que o oficial estava com os cabelos molhados, usando um short aberto e com o cinto afrouxado.

Durante o atendimento, o militar também percebeu uma marca roxa na região do pescoço da policial.

Inicialmente, ele acreditou que o hematoma pudesse estar relacionado ao disparo, mas explicou que, posteriormente, soube que a lesão não correspondia ao ferimento causado pela arma de fogo.

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Perícia aponta indícios de agressão

A investigação ganhou novos elementos após a divulgação do laudo pericial.

Segundo os peritos, não foi possível concluir que Gisele tenha tirado a própria vida, principalmente em razão da posição em que a arma foi encontrada.

O documento também aponta marcas compatíveis com pressão de dedos e unhas no rosto e no pescoço da policial.

Embora os especialistas afirmem que as manchas de sangue, isoladamente, não permitam reconstituir toda a dinâmica do caso, eles destacam que o conjunto dos vestígios reforça a hipótese de que a vítima possa ter sofrido agressões antes da morte.

Defesa nega acusação

A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto contesta as conclusões da perícia.

Durante o processo, o oficial afirmou que não possui unhas capazes de provocar os ferimentos identificados pelos peritos e sugeriu que as marcas poderiam ter sido causadas pela filha do casal.

A versão foi contestada pelo advogado da família de Gisele, que afirmou que o laudo pericial concluiu que as lesões não são compatíveis com ferimentos provocados por uma criança e teriam ocorrido pouco antes da morte.

Interrogatório foi adiado

Os depoimentos fazem parte da fase de instrução do processo, etapa em que a Justiça reúne provas antes de decidir sobre o julgamento do caso.

O interrogatório do tenente-coronel, que estava previsto para esta semana, foi adiado para quinta-feira (28 de agosto), a pedido da defesa.

O oficial permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes e continua negando qualquer participação na morte da esposa, sustentando que Gisele Alves teria cometido suicídio.

A investigação segue em andamento e o caso continua sendo analisado pela Justiça de São Paulo.

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