A Polícia Civil de São Paulo reuniu provas que contradizem a versão de Eliane Alves dos Santos sobre o sumiço da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. Eliane alega ter pago R$ 2.600 de um acordo trabalhista e deixado a vítima em um ponto de ônibus em Ubatuba. Contudo, registros de transporte coletivo indicam que a cozinheira não embarcou no local, e o monitoramento veicular flagrou a caminhonete da empresária indo em direção a Paraty (RJ) no mesmo horário.

(Foto: Redes Sociais)
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O Portal Bacci Notícias segue acompanhando de perto o sumiço da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, em Ubatuba, no litoral de São Paulo, que está desaparecida desde o dia 30 de junho de 2026.

As investigações apontam que a mulher foi vítima de homicídio e reúnem provas eletrônicas e testemunhais que, segundo a Polícia Civil, contradizem a versão apresentada pela principal suspeita, a ex-patroa Eliane Alves dos Santos.

Caso Berenice Berenice Ramos de Aguiar Faria

(Foto: Reprodução)

Acordo trabalhista

De acordo com o inquérito, Eliane afirmou em depoimento que pagou R$ 2.600 em dinheiro para Berenice no dia 30 de junho de 2026, por volta das 16h, e que, em seguida, deixou a cozinheira com malas no trevo de Ubatumirim, em Ubatuba. No entanto, a empresária admitiu não possuir qualquer recibo que comprovasse a entrega do dinheiro.

Em uma troca de áudios com o filho de Berenice, dias após o desaparecimento, ela deu a mesma versão, afirmando mais uma vez que fez o pagamento do acordo trabalhista e, logo depois, a deixou em um ponto de ônibus.

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O áudio foi registrado no início das buscas, antes do avanço das investigações que resultaram na prisão temporária da empresária. Contradições no depoimento de Eliane e imagens de câmeras de segurança levantaram suspeitas na polícia.

Para verificar a veracidade da versão, os investigadores solicitaram informações à empresa responsável pelo transporte coletivo da região. A resposta oficial indicou que não houve qualquer registro de embarque da cozinheira em ônibus no local e no horário informados pela suspeita.

Rastreamento de veículo desmente depoimento de suspeita

As diligências também incluíram a análise de sistemas de monitoramento veicular. Conforme divulgado pela jornalista investigativa Fernanda Piacentini, os dados da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) e da Muralha Paulista mostraram que a caminhonete Nissan Frontier preta utilizada por Eliane passou pelo bairro Camburi, em direção ao Rio de Janeiro, às 16h39 do mesmo dia.

Apenas 34 minutos depois, às 17h13, o veículo foi registrado cruzando a divisa de Paraty (RJ), trajeto considerado completamente incompatível com a versão de que Berenice teria sido deixada em Ubatuba.

Apreensão de armas e buscas pelo corpo

Durante o cumprimento de mandados, policiais encontraram o veículo da empresária com marcas de reparos compatíveis com disparos de arma de fogo. Na residência da investigada, foram apreendidas três armas registradas e dois celulares.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, que assumiu o caso recentemente, informou que os trabalhos seguem concentrados na localização do corpo da cozinheira, que pode estar na região de divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

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Paralelamente, a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito e formalizar o indiciamento de todos os envolvidos no crime.

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