A localização do corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar marcou uma nova etapa das investigações. A Polícia Civil agora aguarda a conclusão de laudos periciais, pretende ouvir novamente a empresária Eliane Alves dos Santos e busca identificar outras pessoas que possam ter participado do crime.

Caso Berenice: Polícia acredita que cozinheira foi morta no dia do desaparecimento e investiga outros envolvidos — Foto: Foto 1: Arquivo pessoal/Foto 2: Reprodução Rede Vanguarda/Foto 3: TV Rio Sul
Caso Berenice: Polícia acredita que cozinheira foi morta no dia do desaparecimento e investiga outros envolvidos — Foto: Foto 1: Arquivo pessoal/Foto 2: Reprodução Rede Vanguarda/Foto 3: TV Rio Sul

A confirmação de que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar abriu uma nova fase da investigação conduzida pela Polícia Civil. A partir desta semana, o foco dos investigadores será a conclusão dos laudos periciais, um novo depoimento da empresária Eliane Alves dos Santos e a identificação de possíveis envolvidos no crime.

Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: reprodução)

“O inquérito não acabou. Essa foi uma fase da investigação. Nós continuamos as investigações e ainda temos muito trabalho de inteligência pela frente”, afirmou o delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pelo caso.

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Berenice, de 60 anos, desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde morava e trabalhava, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Inicialmente, a empresária Eliane Alves dos Santos afirmou à polícia que havia dado uma carona à cozinheira até um bairro da cidade.

No entanto, a investigação identificou que a caminhonete da suspeita seguiu em direção ao Rio de Janeiro na tarde do desaparecimento e retornou na mesma noite. Imagens de radares, vestígios de sangue e indícios de disparos de arma de fogo encontrados no veículo levaram à prisão temporária da empresária.

Na última sexta-feira (17), após 17 dias de buscas, o corpo de Berenice foi localizado em uma área de mata às margens de uma estrada em Angra dos Reis.

IML deve concluir identificação oficial

Embora o filho de Berenice tenha reconhecido o corpo por uma tatuagem, a identificação oficial ainda depende da conclusão dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro.

Devido ao avançado estado de decomposição, os peritos tentam recuperar as impressões digitais da vítima. Caso isso não seja possível, a identificação será feita por meio da arcada dentária e, se necessário, por exame de DNA.

Exame vai apontar causa da morte

Outro documento considerado fundamental para a investigação é o laudo necroscópico.

O exame deverá esclarecer a causa da morte da cozinheira e indicar se ela já estava sem vida quando foi levada para a área de mata ou se morreu no local onde o corpo foi encontrado.

Empresária será ouvida novamente

Com o avanço das investigações e a descoberta de novas provas, a empresária Eliane Alves dos Santos deverá prestar um novo depoimento à Polícia Civil nos próximos dias.

Segundo o delegado Tadeu Ricardo de Castro, a suspeita será confrontada com os elementos reunidos após a localização do corpo.

Polícia busca possíveis cúmplices

A Polícia Civil também intensificará as investigações para identificar outras pessoas que possam ter participado do crime.

A principal linha investigativa é de que a empresária tenha contado com ajuda para retirar o corpo da caminhonete e ocultá-lo na área de mata em Angra dos Reis.

Os investigadores analisam imagens de câmeras, registros de radares, dados telefônicos e outros elementos para identificar possíveis envolvidos.

Laudos e conclusão do inquérito

Além dos exames realizados pelo IML, a polícia aguarda a conclusão de laudos do Instituto de Criminalística, entre eles o que deve confirmar oficialmente a origem do sangue encontrado na caminhonete da empresária.

Após a finalização dos exames periciais e dos últimos depoimentos, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o prosseguimento da ação penal.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Eliane Alves dos Santos não havia se manifestado.

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