O corpo de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, permanece no Instituto Médico Legal (IML) nove dias após a confirmação da morte. A criança foi espancada pelo próprio pai, que confessou as agressões, enquanto a mãe responde por omissão. A ausência de familiares no Brasil provocou um impasse judicial sobre a liberação do corpo.

Oliver Golden Grayson, (Foto: reprodução)
Oliver Golden Grayson, (Foto: reprodução)

O corpo de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, continua no Instituto Médico Legal (IML) nove dias após a confirmação de sua morte. A criança foi vítima de agressões cometidas pelo próprio pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, que confessou à polícia ter espancado o filho.

A investigação é conduzida pela delegada Luana Tamiozzo Medeiros, que classificou as lesões encontradas no menino como resultado de uma violência extrema.

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Segundo a investigação, as agressões ocorreram no dia 5 de junho. Oliver sofreu socos no peito e no abdômen, além de ter a cabeça batida contra o chão. Conforme o depoimento do pai, a violência teria sido motivada porque a criança se recusou a lhe dar bom dia.

Após o espancamento, o menino foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por três dias. A morte foi confirmada no dia 8.

Impasse impede sepultamento

Na última sexta-feira (17), o juiz Guilherme Pires Mitidiero, da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Viamão, determinou que o IML se manifestasse em até 48 horas sobre a situação do corpo.

Segundo o magistrado, o caso exige a definição de um representante legal para providenciar o sepultamento, já que os pais da criança são estrangeiros, estão presos preventivamente e não possuem familiares no Rio Grande do Sul.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) informou que todos os exames periciais já foram concluídos e que o corpo está liberado para retirada. No entanto, até o momento, a data do sepultamento não foi definida.

Mãe segue presa

A mãe de Oliver, Mayanna Rodgers, responde por omissão diante da morte do filho e permanece presa preventivamente. Por questões de segurança, ela foi transferida para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.

A direção da unidade prisional se manifestou contra uma eventual autorização para que Mayanna participe do velório e do enterro da criança, alegando risco à integridade física da presa, da equipe de escolta e à ordem pública.

A defesa da mulher, porém, sustenta que ela também foi vítima de violência doméstica e cárcere privado praticados pelo marido e defende seu direito de participar da despedida do filho.

Pai já era investigado

De acordo com as investigações, Dandre Jermaine Grayson já havia sido alvo de apurações por suspeitas de maus-tratos contra os filhos nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Os outros quatro filhos do casal foram encaminhados para uma instituição de acolhimento.

O missionário deverá responder por homicídio duplamente qualificado. A defesa informou que não comentará o caso em razão do sigilo das investigações.

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