A Polícia Civil tornou públicas, nesta terça-feira (16), imagens de câmeras de segurança que mostram os últimos momentos de Brasília Costa, 65 anos, antes de ser assassinada e ter o corpo esquartejado em Porto Alegre.

Homem deixou mala com o tórax de uma mulher no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Homem deixou mala com o tórax de uma mulher no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil tornou públicas, nesta terça-feira (16), imagens de câmeras de segurança que mostram os últimos momentos de Brasília Costa, 65 anos, antes de ser assassinada e ter o corpo esquartejado em Porto Alegre.

O vídeo, gravado em 8 de agosto, mostra a vítima deixando o quarto onde estava hospedada em uma pousada da capital e caminhando por um corredor. Segundo os investigadores, depois desse registro não há mais sinais de que ela estivesse viva. “A morte provavelmente ocorreu entre os dias 8 e 9 de agosto”, informou o delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios.

O principal suspeito é Ricardo Jardim, de 66 anos, então namorado da vítima. Ele está preso preventivamente desde o início de setembro. Em depoimento, negou a autoria do homicídio, mas admitiu ter descartado os restos mortais.

Imagens também mostram rotina do suspeito

Outras gravações divulgadas pela polícia exibem Jardim chegando à pousada com uma mala envolta em plástico no dia 14 de agosto. Essa mesma bagagem foi deixada no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre no dia 20 e só foi aberta em 1º de setembro, revelando parte do corpo da vítima.

As investigações indicam que o tronco foi armazenado em uma geladeira da pousada e que membros superiores e inferiores foram descartados em 12 de agosto, espalhados em diferentes regiões da cidade.

Buscas pelo crânio

A Polícia Civil mantém buscas em aterros sanitários e depósitos de resíduos para localizar o crânio da vítima. O suspeito declarou que teria jogado essa parte em um contêiner de lixo nas imediações da Usina do Gasômetro.

Equipes de limpeza urbana e peritos do IGP auxiliam nos trabalhos. O objetivo é encontrar o material para ajudar a definir a causa da morte, que ainda não foi estabelecida.

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