Em entrevista exclusiva concedida na quinta-feira (19) ao repórter Lucas Tadeu, no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, rebateu críticas sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista exclusiva concedida na quinta-feira (19) ao repórter Lucas Tadeu, no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, rebateu críticas sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negou que tenha havido propaganda eleitoral antecipada e partiu para o ataque contra adversários como Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.
“Cara, deixa eu te falar. No dia que tiver uma escola chamada Acadêmicos da Milícia, vai homenagear o Bolsonaro, o Flávio Bolsonaro, essa turma toda. Eles podem ficar tranquilos, que vai ter homenagem pra eles ali.”
A fala faz referência indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, frequentemente associados por adversários políticos a investigações envolvendo milícias no Rio de Janeiro — tema que já gerou forte embate no cenário nacional.
“A maior liderança popular que esse país já teve”
Boulos negou qualquer irregularidade no desfile e classificou a homenagem como reconhecimento histórico.
“Irmão, uma escola de samba decidiu homenagear o presidente da república, que é a maior liderança popular que esse país já teve, com a história do cara.”
O ministro destacou a trajetória de Lula, reforçando a narrativa de ascensão social:
“Saiu lá do sertão do Nordeste. A mãe veio morar em favela em São Paulo, virou metalúrgico, virou uma liderança sindical, o cara vira presidente da república.”
Em seguida, afirmou que, independentemente de posicionamento ideológico, há realizações que deveriam ser reconhecidas:
“Às vezes tem um cara, mesmo você que pode estar assistindo a gente aí, que fala que não gosta do Lula, não gosta da esquerda, não sei o quê e tal, mesmo você vai ter que reconhecer o que o Lula fez.”
Defesa das políticas sociais
Boulos citou políticas públicas implementadas durante os governos petistas como justificativa para a homenagem.
“Tirar o povo da miséria, garantir que o país, um país tão rico como o Brasil, tenha uma distribuição dessa riqueza pra maioria do povo.”
Ele também mencionou a transposição do Rio São Francisco:
“O povo não tinha água lá no Nordeste, cara? Foi o Lula com a transposição de São Francisco? As pessoas não comiam feijão com farinha. O cara mudou o Brasil.”
“Crime eleitoral onde?”
Ao rebater a acusação de propaganda antecipada, o ministro questionou a base jurídica das críticas.
“Aí uma escola de samba quer homenagear. Crime eleitoral onde? Qual que é o crime eleitoral?”
Boulos argumentou que, para haver irregularidade, seria necessário pedido explícito de voto ou abuso de poder econômico.
“A legislação eleitoral é clara. Tem que pedir voto ou abuso de poder econômico. Teve isso?”
Ataque a Tarcísio e Ricardo Nunes
Na parte mais contundente da resposta, o ministro criticou adversários que, segundo ele, já teriam cometido irregularidades eleitorais.
“Agora o que me espanta é gente que cometeu crime eleitoral adoidado querendo apontar o dedo pro Lula.”
Ele citou nominalmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.
“É o caso do Tarcísio, é o caso do Ricardo Nunes, de todos eles.”
Encerrando em tom irônico, afirmou:
“Se eles estão com inveja porque não foram homenageados por uma escola, faz por onde que quem sabe seja no futuro.”
