O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da reforma do Imposto de Renda. A proposta isenta IR para quem ganha até R$ 5 mil e taxa super-ricos. Calheiros prometeu tramitação rápida, em até 30 dias, visando evitar que o texto retorne à Câmara.
O Senado Federal definiu nesta terça-feira (7) o nome de Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da aguardada reforma do Imposto de Renda (IR). A confirmação foi feita pelo presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em coletiva de imprensa.
O portal Bacci Notícias esteve mais uma vez presente na cobertura da reforma tributária no Congresso e acompanhou a coletiva de Alcolumbre.
“Quando o Renan tomou a decisão de colocar em votação como relator o projeto que tramitava desde 2019, decidi indicar o presidente Renan Calheiros como relator desta matéria da renda como única comissão deliberativa no Senado Federal, a Comissão de Assuntos Econômicos e, logicamente, em seguida, o plenário”, disse Alcolumbre.
A escolha de Renan Calheiros foi feita logo após articulação entre lideranças do governo, garantindo que o senador de Alagoas comandará o texto no Salão Azul.
Entenda a reforma do Imposto de Renda
A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados na última semana, isenta do IR quem ganha até R$ 5 mil e estabelece uma faixa progressiva para salários de até R$ 7,3 mil mensais. O projeto ainda prevê taxação de 10% sobre os chamados super-ricos e lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais.
O texto deve passar apenas pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de chegar ao plenário. Renan afirmou que não deve demorar 30 dias para apresentar o relatório e pretende marcar audiências públicas para debater a matéria. Segundo ele, a meta é evitar que o projeto retorne para a Câmara.
“Nossa intenção é fazer uma rápida tramitação. Vamos marcar algumas audiências públicas para lastrear o debate. Vamos fazer o possível para que a matéria não volte para a Câmara dos Deputados”, completou Davi Alcolumbre.
A reforma do Imposto de Renda é vista como trunfo do governo para beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas, cumprindo promessa feita nas eleições de 2022.