A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, afirmou que a mulher sofre de transtorno psicótico, diagnosticado em 2023, e interrompeu o uso de remédios controlados por conta do tratamento de uma hepatite.
A defesa da mulher que esfaqueou um cabeleireiro depois de não gostar do resultado do corte de cabelo, na Zona Oeste de São Paulo, revelou que ela sofre de transtorno psicótico.

Laís Gabriela e o cabeleireiro. (Reprodução / redes sociais)
O caso aconteceu na semana passada. Segundo o advogado criminalista Murilo Augusto Maia, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, recebeu diagnóstico em 2023 e interrompeu o uso de remédios controlados por conta do tratamento de uma hepatite.
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Defesa fez nova revelação
Ainda de acordo com o advogado, a suspeita faz tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e teria ido ao salão de beleza para conversar com o cebeleireiro Eduardo Ferrari, vítima do ataque, para relatar insatisfação com o corte.
Segundo a nota emitida pela defesa, ela portava uma faca de cozinha dentro da bolsa porque recentemente foi vítima de um assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda.
“Laís mora na cidade de Ribeirão Preto, retornou a São Paulo no último dia 5, oportunidade que teve para ir até o estabelecimento, onde foi tratada com desprezo e deboche. (…) [Ela] encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso, afirma que jamais pensou em tentar contra a vida de Eduardo”, diz parte do texto.
Como o crime aconteceu
Laís teria feito um corte no salão de Eduardo Ferrari, na região da Barra Funda, durante o mês de abril. No dia seguinte, ela demonstrou insatisfação com o serviço.
Depois de tentativas frustradas por aplicativos de mensagens, a suspeita voltou pessoalmente ao estabelecimento na última semana e, no dia 5 de maio, foi detida por acertar o cabeleireiro com uma facada na região das costas.
Defesa de Ferrari na Justiça
O crime foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como lesão corporal, ameaça e autolesão. A advogada de defesa de Ferrari, Quecia Montino, afirmou que tentará reverter a tipificação do incidente no Ministério Público de São Paulo para classificar o episódio como tentativa de homicídio e homofobia.
“Causa preocupação o fato de que a própria autora dos fatos declarou, perante os policiais e à autoridade policial responsável, que teria se dirigido ao local com a intenção de ‘matar esse viado desgraçado'”, contou a advogada.
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