A deputada federal Luizianne Lins está entre os ativistas da Flotilha Global Sumud interceptada por Israel ao tentar entregar ajuda em Gaza. A parlamentar denunciou a ação militar como um “sequestro ilegal”, e o grupo alertou que a comunicação com os tripulantes foi cortada e o estado de saúde é desconhecido.
A deputada federal Luizianne Lins é uma das brasileiras a bordo das embarcações da Flotilha Global Sumud que foram interceptadas pela Marinha de Israel na última quarta-feira(1).
Em um texto publicado em suas redes sociais, a parlamentar acusou as Forças Armadas israelenses de terem promovido um “sequestro” de maneira ilegal e autoritária, em meio à tentativa do grupo de entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Posicionamento da parlamentar
Em seu comunicado, Luizianne Lins utiliza termos contundentes para descrever a ação de Israel, elevando o tom da crise diplomática ao classificar a interceptação como um ato indevido. Ela está entre os ativistas, parlamentares e civis de 44 países que compõem o grupo, que conta com mais de 50 embarcações.
Corte de comunicação
A organização da flotilha, em um comunicado divulgado na tarde da última quarta-feira(1), informou que a comunicação com os tripulantes foi abruptamente interrompida.
Devido ao corte, o grupo manifestou preocupação, afirmando que o estado de saúde e a segurança dos passageiros, incluindo a deputada, são atualmente desconhecidos. A tensão aumenta diante do histórico de abordagens militares de Israel a missões humanitárias marítimas.
Repercussão
A situação gerou uma reação imediata no cenário político brasileiro. A Bancada Federal do Estado do Ceará emitiu uma nota manifestando solidariedade à deputada Luizianne Lins.
O deputado federal Domingos Neto se prontificou a levar o caso tanto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, quanto ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, indicando que o Itamaraty será formalmente acionado para garantir a segurança e o retorno da parlamentar.
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