No 16º Congresso do PCdoB, Lula criticou a ascensão da extrema direita, apontou Bolsonaro como “politicamente grotesco” e relembrou líderes sul-americanos, como Evo Morales e Hugo Chávez. O presidente destacou a importância da integração regional via Unasul e condicionou sua possível candidatura à reeleição em 2026 à saúde, ressaltando que o pleito será marcado pela disputa entre esquerda e extrema direita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou o 16º Congresso do PCdoB, realizado na noite de quinta-feira (16), para analisar o cenário político global e criticar a ascensão da extrema direita. Durante o evento, ele também relembrou em tom elogioso antigos líderes de países sul-americanos, como Evo Morales e Hugo Chávez.
“Qual é a tarefa que nós, militantes de esquerda, temos que fazer? Porque se a gente não discutir isso, não descobre por que a extrema direita cresceu tanto no mundo e os setores progressistas diminuíram”, afirmou o presidente, destacando a necessidade de reflexão sobre erros e omissões do campo progressista.
Lula fez menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como “figura politicamente grotesca”.
“Como é que se explica uma figura politicamente grotesca como o Bolsonaro virar presidente da República desse país?”, questionou, fazendo paralelo com outras lideranças conservadoras eleitas em países da América do Sul e da Europa.
O presidente citou ainda políticos com quem trabalhou, como Michelle Bachelet e Ricardo Lagos, no Chile; Cristina Kirchner, na Argentina; Tabaré Vázquez e Pepe Mujica, no Uruguai; Fernando Lugo, no Paraguai; Hugo Chávez, na Venezuela; e Evo Morales, na Bolívia. Lula ressaltou que esse período marcou a criação da Unasul, considerada a melhor fase de integração da América do Sul nos últimos 500 anos.
O chefe do Executivo também abordou a política nacional, condicionando sua possível candidatura à reeleição em 2026 à sua saúde. “Eu, possivelmente, serei candidato a presidente outra vez, se eu estiver com saúde. Mas, vou ser candidato para o quê? Para continuar falando de Bolsa Família, Luz para Todos? Eu preciso pensar em um país maior”, disse.
O presidente concluiu seu discurso reforçando que o próximo pleito será marcado pela disputa entre a extrema direita e a esquerda, destacando a importância de reconquistar a confiança da população e fortalecer políticas sociais e econômicas que beneficiem o país.
