O desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, pode estar próximo de um desfecho após um corpo feminino ser encontrado na última sexta-feira (17), em uma área de mata de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

(Foto: Redes Sociais)
(Foto: Redes Sociais)

O desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, pode estar próximo de um desfecho após um corpo feminino ser encontrado na última sexta-feira (17), em uma área de mata de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Caso Berenice (Foto: reprodução)

Embora a identidade da vítima ainda dependa dos exames do Instituto Médico Legal (IML), a família acredita que o corpo seja de Berenice, desaparecida desde o fim de junho após aceitar uma carona da então empregadora, Eliane Alves dos Santos, principal suspeita do caso.

“Queremos encontrar o corpo da minha mãe”

Em entrevista ao Cidade Alerta, Ana Clara, filha de Berenice, desabafou sobre a angústia vivida pela família e afirmou que espera a conclusão das investigações para que todos os envolvidos sejam responsabilizados.

“Encontrar o corpo da minha mãe. Porque a gente já acredita que foi um homicídio. A principal suspeita, a Eliane, já está presa, mas sabemos que ela não fez isso sozinha. Esperamos que as outras pessoas envolvidas também sejam identificadas, prestem depoimento e sejam presas.”

A jovem também destacou o desejo da família de realizar uma despedida digna para a cozinheira.

“A gente quer encontrar o corpo para poder fazer uma despedida digna para ela e não ficar vivendo nessa dúvida sobre o que realmente aconteceu.”

Família cobra mais informações da polícia

Durante a entrevista, Ana Clara afirmou que os familiares ainda recebem poucas informações sobre as buscas realizadas pelas autoridades.

Segundo ela, a família não sabe quantos policiais participam das diligências nem quais recursos estão sendo utilizados para localizar Berenice.

“Até agora a polícia não mostrou para a gente quantos policiais estão nas buscas, se teve bombeiros, cães farejadores… Nada disso está sendo informado para a família. Já são 17 dias vivendo essa angústia e ainda sem respostas concretas.”

Ela também comentou sobre os vestígios de sangue encontrados na caminhonete da principal suspeita.

“A polícia informou que foi encontrado sangue no carro, mas agora depende dos exames para saber se é sangue humano. Infelizmente tudo está demorando mais do que a gente esperava.”

“Ela amava viver na praia”

Emocionada, Ana Clara relembrou a personalidade da mãe e contou que Berenice escolheu trabalhar no litoral porque gostava da tranquilidade e da vida próxima ao mar.

“Minha mãe gostava muito da praia. Ela veio para cá porque esse era o jeito dela ficar bem, viver feliz. Infelizmente ela acabou trabalhando para pessoas que, na nossa visão, não são boas. Espero que todos os envolvidos paguem pelo que fizeram.”

Corpo ainda aguarda identificação

Segundo as autoridades, o corpo foi localizado pendurado em uma árvore, em um penhasco dentro da região mapeada durante as buscas. A posição em que o cadáver foi encontrado levanta a suspeita de que ele possa ter sido lançado no local na tentativa de ocultar um possível crime.

Para realizar a retirada do corpo, equipes do Corpo de Bombeiros precisaram utilizar técnicas de rapel. Em seguida, os restos mortais foram encaminhados para perícia.

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Vestígios de sangue reforçam investigação

Horas antes da localização do corpo, a Polícia Civil informou que peritos encontraram vestígios de sangue na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, principal suspeita do caso.

Após a aplicação de luminol, foi constatada a presença de sangue no veículo, com maior concentração no banco do passageiro. Os laudos periciais ainda estão em fase de conclusão.

Delegado fala sobre principal hipótese

O delegado André Luiz Matera Costilhas, responsável pela investigação, afirmou que a principal linha de trabalho é de que o corpo encontrado seja o da cozinheira desaparecida, mas ressaltou que a confirmação depende dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

“A principal linha de trabalho é que a vítima seja a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, desaparecida desde o fim de junho em Ubatuba.”

Segundo o delegado, a identificação oficial será feita por meio da análise das impressões digitais, da arcada dentária e, caso necessário, de exames de DNA.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo, com apoio de equipes do Rio de Janeiro e do 3º BAEP, que atuam nas buscas e diligências relacionadas ao caso.

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Investigação

Berenice Ramos de Aguiar está desaparecida desde o dia 30 de junho, após sair de um restaurante onde trabalhava. A ex-empregadora da cozinheira continua presa temporariamente, investigada por suspeita de envolvimento em um possível homicídio.

Ao longo das investigações, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo aparelhos celulares e armamentos. Os investigadores também constataram sinais de reparos na caminhonete utilizada pela suspeita.

Conforme a polícia, os danos observados no veículo apresentam características compatíveis com impactos de disparos de arma de fogo. As diligências prosseguem na tentativa de esclarecer o desaparecimento da cozinheira e reconstruir os acontecimentos após o fim da relação de trabalho entre ela e a ex-patroa.

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