O frete mínimo para caminhoneiros passará a ter novas regras a partir da próxima semana, com a regulamentação da Medida Provisória nº 1.343/2026. A Agência Nacional de Transportes Terrestres irá publicar normas que ampliam a fiscalização e estabelecem punições mais severas para quem descumprir o piso da categoria. Entre as mudanças, está o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que permitirá o controle em tempo real dos valores pagos pelos fretes.

Frete mínimo para caminhoneiros terá novas regras a partir da próxima semana. Imagem: Tomaz Silva | Agência Brasil
Frete mínimo para caminhoneiros terá novas regras a partir da próxima semana. Imagem: Tomaz Silva | Agência Brasil

O governo federal anunciou um pacote de medidas para reforçar a fiscalização do frete mínimo no transporte rodoviário de cargas. As novas regras, que entram em vigor na próxima semana, serão regulamentadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres e têm como objetivo garantir o cumprimento da tabela obrigatória de preços.

Novas regras entram em vigor em até sete dias

De acordo com o Ministério dos Transportes, a ANTT terá um prazo de até sete dias para publicar duas resoluções que vão detalhar a aplicação da Medida Provisória nº 1.343/2026.

As normas vão estabelecer como será feita a fiscalização, além de definir os procedimentos operacionais para garantir que o piso mínimo do frete seja respeitado em todas as operações de transporte rodoviário.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a medida atende a uma das principais reivindicações da categoria.

Penalidades mais rigorosas para irregularidades

Uma das principais mudanças é o endurecimento das punições para empresas e embarcadores que descumprirem o valor mínimo do frete.

As sanções serão aplicadas de forma escalonada e podem incluir:

  • Suspensões temporárias de 5 a 30 dias
  • Abertura de processo administrativo
  • Cancelamento do registro em casos de reincidência

Segundo o governo, em situações mais graves, as empresas poderão ser impedidas de operar por até dois anos.

O diretor da ANTT, Guilherme Sampaio, explicou que haverá direito à defesa, mas que o rigor será maior para evitar práticas abusivas no setor.

CIOT passa a ser obrigatório e mais rígido

Outro ponto central das novas regras é o fortalecimento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que passa a ser obrigatório em todas as operações.

O sistema será utilizado para registrar e monitorar os dados dos fretes, incluindo valores pagos, contratantes e condições da operação.

Na prática, isso significa que:

  • Não será possível emitir o CIOT com valores abaixo do piso mínimo
  • Operações irregulares poderão ser bloqueadas automaticamente
  • A ANTT terá maior controle sobre o cumprimento da tabela

A medida busca impedir fraudes e garantir maior transparência nas negociações.

Governo quer garantir cumprimento da lei

Segundo o ministro Renan Filho, o piso do frete deve ser tratado como uma garantia básica para os caminhoneiros, comparável ao salário mínimo para trabalhadores formais.

A expectativa do governo é que, com a combinação de fiscalização mais rígida e uso de tecnologia, não haja mais espaço para descumprimento da lei.

Mudanças impactam todo o setor de transporte

As novas regras devem afetar diretamente transportadoras, embarcadores e caminhoneiros autônomos em todo o país.

A exigência de cumprimento do frete mínimo e o aumento da fiscalização podem alterar a dinâmica de contratação no setor, além de pressionar empresas a se adequarem rapidamente às novas normas.

Com isso, o governo espera reduzir distorções no mercado e garantir condições mais justas para os profissionais que atuam no transporte rodoviário de cargas.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas