A deputada Gleisi Hoffmann cobrou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios que mostram conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento milionário do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O caso aumentou a pressão política sobre o pré-candidato do PL à Presidência.

Gleisi Hoffmann e Flavio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Gleisi Hoffmann e Flavio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A deputada federal Gleisi Hoffmann cobrou, nesta terça-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro após o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Leia mais sobre política

A deputada Federal Gleisi Hoffmann - Foto: Reprodução/Agência Câmara

A deputada Federal Gleisi Hoffmann – Foto: Reprodução/Agência Câmara

A manifestação foi feita nas redes sociais, onde a parlamentar questionou por que as autoridades ainda não determinaram o acesso às movimentações financeiras do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

  • Leia também:

Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, diz pesquisa

“Por que ainda não quebraram os sigilos de Flávio Bolsonaro depois de tudo o que aconteceu entre ele e Vorcaro?”, escreveu Gleisi em publicação no X.

Áudios revelados pelo Intercept

A cobrança acontece após a divulgação de áudios e mensagens pelo site The Intercept Brasil no último dia 13 de maio.

Segundo o conteúdo revelado, o empresário Daniel Vorcaro teria transferido cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, a pedido de Flávio Bolsonaro.

As conversas mostram diálogos entre o senador e o banqueiro tratando da produção cinematográfica. Uma das trocas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Filme virou crise política

O caso provocou forte desgaste político para Flávio Bolsonaro, principalmente após questionamentos sobre a origem dos recursos e a estrutura utilizada para movimentar o dinheiro.

Flávio confirmou ter atuado na captação de recursos para o longa, mas negou irregularidades. Segundo ele, tratava-se apenas de “patrocínio privado para um filme privado”, sem uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet.

Apesar da defesa do senador, o caso passou a ser explorado por adversários políticos e gerou pedidos de investigação sobre as movimentações financeiras ligadas ao projeto.

Relação com Vorcaro aumentou pressão

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tornou-se alvo de investigações após a derrocada da instituição financeira e operações policiais ligadas a suspeitas de fraudes financeiras.

A aproximação entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro ampliou a pressão sobre o senador, especialmente em meio à pré-campanha presidencial.

Nos bastidores políticos, aliados do governo avaliam que o caso pode continuar desgastando a imagem do parlamentar nos próximos meses.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas