A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Imagens inéditas divulgadas neste domingo (24) mostram o momento em que a influenciadora Deolane Bezerra é presa pela Polícia Civil de São Paulo, na mansão dela em Alphaville, em Barueri (SP).

Momento da prisão de Deolane Bezerra (Foto: Reprodução / Fantástico)
A advogada foi detida na Operação Vérnix, deflagrada na madrugada da última quinta-feira (21), que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo facções criminosas.
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Imagens mostram prisão de Deolane
Na noite deste domingo, foram ao ar no Fantástico as imagens do momento em que Deolane é presa em casa.
Para o Ministério Público (MP-SP) e a Polícia Civil de São Paulo, a influenciadora tem ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Prisão da influenciadora
Segundo os investigadores, Deolane seria uma das responsáveis por movimentar valores milionários oriundos do núcleo financeiro da facção criminosa por meio de empresas consideradas de fachada.
De acordo com a investigação, o esquema utilizava empresas formalmente registradas para dar aparência legal a recursos ilícitos. A polícia aponta que parte do dinheiro passava por uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, cidade do interior paulista conhecida por abrigar presídios de segurança máxima.
Os investigadores afirmam que relatórios financeiros identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada da influenciadora. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões ligados diretamente a Deolane e mais de R$ 327 milhões em bens e ativos atribuídos ao grupo investigado.
Envolvimento do PCC
A operação também teve como alvo integrantes da cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que já cumpre pena em presídio federal. Familiares e operadores financeiros apontados como integrantes do esquema também foram alvos de mandados de prisão e busca.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a apreensão de bilhetes encontrados dentro de uma penitenciária em São Paulo. Os manuscritos teriam revelado detalhes sobre movimentações financeiras da facção e possíveis ligações com empresas associadas à influenciadora.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a suspeita de depósitos fracionados em contas ligadas a Deolane. Conforme a apuração, mais de R$ 1 milhão teria sido movimentado por meio de pequenas transferências feitas para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Deolane se defende das acusações
Durante audiência de custódia, realizada na tarde de sexta-feira (22), Deolane afirmou que o caso envolve um pagamento referente ao exercício de sua função como advogada a um cliente, entre os anos de 2019 e 2020.
“Excelência, eu fui presa num exercício da profissão. Na época dos fatos, eu advogava, é um processo de um ano bem antigo, 2019, 2020, e eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, mas que eu fui presa por estar advogando por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta por um cliente que consta no próprio relatório da polícia, ou seja, eu fui presa no exercício da profissão”, revelou.
A defesa da influenciadora nega qualquer envolvimento com organização criminosa e afirma que ela atua legalmente em suas empresas e contratos publicitários.
O caso segue sob investigação, com análise de movimentações bancárias, empresas e patrimônio ligados aos investigados. Ela segue detida no presídio feminino de Tupi, no interior de São Paulo.
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