O Itamaraty entregará à família de Eliza Samudio o passaporte da jovem encontrado em um apartamento em Lisboa. O documento, achado por um morador entre livros, está sob posse do governo brasileiro e será enviado a Brasília. O caso reacende mistérios sobre o crime ocorrido em 2010.
Um passaporte antigo da brasileira Eliza Samudio, assassinada em 2010, que foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Portugal, foi entregue neste começo de semana ao Consulado-Geral do Brasil, em Lisboa, e já está sob posse do Governo Brasileiro.
Ele será enviado para a sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e o Itamaraty inclusive já definiu para quem o documento — que não está mais válido, já que está expirado e cancelado — será entregue para a família de Eliza Samudio.
“Após sua chegada, o documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem,” informou o Ministério das Relações Exteriores em nota.
Entenda o caso do passaporte de Eliza
O documento foi encontrado por um morador de um apartamento em Lisboa, identificado como José. O documento estava entre livros, guardados em uma estante da sala. Assim que percebeu o nome no passaporte, o morador entregou o documento ao consulado brasileiro.
A descoberta do passaporte reacendeu questionamentos sobre o assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, um dos crimes de maior repercussão no país. Mesmo com condenações judiciais, os restos mortais da vítima nunca foram localizados, o que mantém o caso cercado de dúvidas até hoje.
O documento encontrado não possui registro de segunda via e apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal datado de maio de 2007, sem qualquer anotação de saída ou de novo ingresso em outro país. O estado de conservação do passaporte chamou atenção, já que ele estava intacto após tantos anos.
A ausência de informações sobre como o documento foi parar em Lisboa ou quem o levou até lá segue sem explicação oficial.
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