A Justiça decretou a prisão preventiva de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, investigado pelo feminicídio de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou ter estrangulado a companheira após uma discussão e permaneceu por cerca de quatro dias no imóvel com o corpo da vítima antes de o crime ser descoberto.

Stifanie Ribeiro Firmino Silva (Foto: reprodução)
Stifanie Ribeiro Firmino Silva (Foto: reprodução)

A Justiça converteu em prisão preventiva, nesta quinta-feira (23), a prisão de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, suspeito pela morte da namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36, em Belo Horizonte.

Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava em Belo Horizonte. Foto: Reprodução.

O suspeito havia sido preso em flagrante e permanecerá detido enquanto as investigações e o processo judicial avançam. Stifanie foi encontrada sem vida no apartamento onde residia, no bairro Camargos, na Região Oeste da capital mineira, na tarde da última segunda-feira (20).

De acordo com a apuração da Polícia Civil, o homicídio teria acontecido dias antes, na noite de 16 de julho. Durante o depoimento prestado aos investigadores, André confessou o crime e afirmou que matou a companheira por estrangulamento após uma discussão entre o casal.

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Juiz destaca gravidade do crime

A decisão do juiz Diego Gómez Lourenço afirmou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade do crime investigado. Na avaliação do magistrado, a violência empregada, aliada aos indícios de elevada periculosidade atribuídos ao suspeito, justificam a manutenção da medida cautelar durante o andamento do processo.

O juiz também destacou como um dos principais fatores para a decisão o comportamento do investigado após o crime. Conforme consta nos autos, André Junio Silva de Carvalho permaneceu no apartamento por cerca de quatro dias mesmo com o corpo da vítima no local, circunstância considerada relevante para manter a prisão.

“Ainda, utilizou o aparelho celular da vítima para se passar por ela em conversa com uma amiga, com o intuito de não causar desconfiança em pessoas próximas e ocultar o crime, somente deixando o imóvel quatro dias após o crime, quando encontrou outro local para morar. Tais circunstâncias demonstram extrema frieza e absoluto desprezo pela vida e pela dignidade da vítima”, pontuou o magistrado.

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Entenda o caso

O desaparecimento de Stifanie Ribeiro Firmino Silva chamou a atenção de moradores do condomínio, que estranharam a falta de contato com a mulher por vários dias. Diante da situação, vizinhos conseguiram acessar uma janela do apartamento pelo lado externo e encontraram a vítima.

Segundo o boletim de ocorrência, o corpo estava envolto em diversos cobertores e já apresentava avançado estado de decomposição. Os policiais também constataram que o apartamento estava completamente desorganizado quando entraram no imóvel.

As investigações apontam que Stifanie e André Junio Silva de Carvalho haviam iniciado um relacionamento há cerca de três semanas, após se conhecerem pela internet. No dia em que o corpo foi localizado, testemunhas relataram ter visto o suspeito deixando o condomínio carregando duas malas de grande porte e uma mochila.

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