O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, celebrou nas redes sociais a condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, classificando a decisão como um “dia histórico para a democracia brasileira”. O voto da ministra Cármen Lúcia, que se somou a de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, formou a maioria para a condenação do ex-presidente e de outros sete réus pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.

Líder do PT reage a condenação de Bolsonaro: 'dia histórico para a democracia brasileira' (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Líder do PT reage a condenação de Bolsonaro: 'dia histórico para a democracia brasileira' (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), foi um dos primeiros a reagir à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta quinta-feira (11) formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por participação na trama golpista. Ele fez postagens simultâneas no Instagram e no X (antigo Twitter) comemorando a condenação e afirmando: ‘dia histórico para a democracia brasileira’.

“BOLSONARO CONDENADO. Um dia histórico para a democracia brasileira. Pela primeira vez na nossa história militares golpistas são condenados. Grande Dia”, disse o líder do PT em uma postagem rápida em sua conta oficial no Instagram.

“BOLSONARO CONDENADO O voto da ministra Cármen Lúcia não deixa pedra sobre pedra. Ela desmonta as teses da defesa ponto a ponto, afirma que os fatos ‘não foram negados na essência’ e enfatiza que a democracia foi alvo de um ataque orquestrado e consciente.

Com firmeza, lembra que não se tratou de mera retórica inflamada, mas de atos concretos: reuniões, articulações institucionais, mobilização de forças de segurança e investidas contra as urnas eletrônicas. Tudo, segundo ela, direcionado para corroer a confiança pública e inviabilizar a alternância de poder.

Ao destacar que “nessa ação pulsa o Brasil que me dói”, Cármen Lúcia ecoa a gravidade do momento histórico. Seu voto não só já formou a maioria para condenar Jair Bolsonaro como o líder da organização criminosa, mas também irá marcar a memória institucional do Supremo como uma resposta inequívoca contra a impunidade de quem tentou “sequestrar a alma da República”, postou no X.

Maioria formada no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria pela condenação de Jair Bolsonaro e mais sete acusados pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar pela condenação. Seu posicionamento recebeu o apoio dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. Já o ministro Luiz Fux abriu divergência, manifestando-se pela absolvição do ex-presidente.

A etapa seguinte do julgamento, que define as penas — conhecida como dosimetria — está marcada para esta sexta-feira (12). As sanções devem ser aplicadas de acordo com o nível de envolvimento de cada um dos réus.

Além de Bolsonaro, também foram considerados culpados: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa presidencial em 2022).

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