A mãe de uma das crianças vítimas de um estupro coletivo em São Paulo quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre o crime, que gerou forte repercussão em todo o país. O caso aconteceu no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.
A mãe de uma das crianças vítimas de um estupro coletivo em São Paulo quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre o crime, que gerou forte repercussão em todo o país. O caso aconteceu no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.

Médico estupra neta de apenas 4 anos e acaba preso (Foto: Polícia Civil SP)
Em entrevista ao programa Brasil do Povo, da RedeTV!, a mulher, que não teve a identidade revelada, afirmou que sempre cuidou do filho e que jamais imaginou que algo dessa gravidade pudesse acontecer.
O menino, de 7 anos, foi vítima do abuso junto com outra criança, de 10 anos.
Criança estava sob responsabilidade do padrasto
Segundo o relato, no momento do crime, o menino estava em casa sob os cuidados do padrasto. A mãe contou que ainda tenta entender como a situação ocorreu e disse não ter qualquer suspeita prévia.
“Eu não sabia de nada, eu acho que ele saiu para brincar e aconteceu esse ato… eu nunca imaginei que eles ia fazer isso. Pra mim eles são uns monstros, eles sabiam o que estavam fazendo, fizeram por maldade.“
Filhos foram retirados após investigação
Após o caso vir à tona, a mulher passou a ser investigada por abandono de incapaz. Como medida de proteção, o Conselho Tutelar determinou a retirada dos três filhos da residência. Ela afirma que a decisão tem causado sofrimento às crianças e à família.
“Eles estão sofrendo, estão pedindo por mim, infelizmente por causa dos vídeos que mandaram pro conselho tutelar, eles tiraram meus filhos de mim”, lamentou.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, as vítimas são dois meninos. O crime teria ocorrido no dia 21 de abril, no feriado de Tiradentes, em um campo de futebol da região.
Pelo menos cinco pessoas são apontadas como suspeitas, sendo um adulto e quatro adolescentes. Ao longo deste fim de semana, três jovens foram detidos e o único adulto foi preso na Bahia, após fugir do local do crime.
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos mas optou por não divulgá-las devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Denúncia foi feita dias depois por medo
Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a denúncia só foi formalizada três dias após o ocorrido. O atraso teria sido causado pelo medo das famílias em procurar as autoridades.
As crianças e seus familiares estão sob proteção e recebem acompanhamento do Conselho Tutelar, além de suporte necessário.
“Esse caso é revoltante, choca, e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos”, declarou.
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