Luana Nascimento, mãe de Lara Maria de Oliveira Nascimento, morta em 2022, disparou críticas contra a mãe da bebê Helena, de dez meses, que morreu na manhã da última segunda-feira (13), em bairro de Fortaleza (CE).

Luana Nascimento, mãe de Lara Maria (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Luana Nascimento, mãe de Lara Maria (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Luana Nascimento, mãe de Lara Maria de Oliveira Nascimento, morta em 2022, publicou vídeos em seu perfil nas redes sociais, nesta quarta-feira (15), pedindo justiça pela bebê Helena, de dez meses, que morreu na última segunda-feira (14), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza (CE).

Bebê Helena (Foto: reprodução)

A investigação apura que a criança teria sido vítima de estupro de vulnerável, supostamente cometido por dois homens, de 22 e 26 anos, presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), da Polícia Civil do Ceará.

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Mãe de Lara Maria pede justiça

A polícia ainda investiga se um terceiro homem, que estava no local, também teve participação no crime. Em vídeo, Luana Nascimento criticou a falta de precaução da mãe, que culminou no crime sexual e na consequente morte da bebê.

“Estamos falando de uma bebê que perdeu sua vida por ter sido abusada sexualmente, por ter sido esganada. E a sua mãe, estava no mesmo ambiente fazendo o quê? Bebendo, junto com três homens que ela mal conhecia”, criticou a mulher.

“Quem escolheu levar Helena lá foi a mãe dela. Talvez o que está acontecendo no caso seja um ‘despertar’. Pra você que é mulher: cuidado, porque até pai, pessoas próximas, cometem os abusos sexuais. Nossas crianças e adolescentes são dever de todos, principalmente quando se trata de um bebê”, reiterou Luana.

Mãe é alvo de ataques nas redes sociais

Desde que o caso ganhou repercussão, a mãe de Helena tem sido alvo de ataques em redes sociais, com internautas atribuindo a ela responsabilidade pela morte da filha.

Familiares da bebê vieram a público para relatar o histórico de saúde da criança desde o nascimento e pedir cautela nas manifestações sobre o caso enquanto a investigação está em curso.

Prisões e investigação

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), da Polícia Civil do Ceará. Um deles seria o rapaz apontado pela mãe como relacionamento recente; o outro é primo dele.

Ambos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte e, segundo a Dceca, foram conduzidos à delegacia apresentando sinais de embriaguez. As identidades dos dois não foram divulgadas pelas autoridades, que informaram que os suspeitos permanecem detidos em cela isolada.

Repercussão

A morte de Helena gerou forte comoção em Fortaleza e no restante do país, com manifestações de indignação nas redes sociais e cobranças por justiça. A menina foi sepultada na terça-feira (14).

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Relembre o caso de Lara Maria

A adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos foi assassinada em março de 2022, durante crime que chocou o país. Ela desapareceu após sair de casa para comprar um refrigerante em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo. Três dias depois, o corpo dela foi encontrado em uma área de mata no município vizinho de Francisco Morato, com sinais de extrema violência.

As investigações apontaram que Lara morreu em decorrência de traumatismo craniano provocado por diversos golpes na cabeça. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a vítima foi atingida ao menos quatro vezes por um objeto contundente, possivelmente um martelo ou uma picareta. Também foram identificados indícios de tentativa de ocultação do crime.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil a identificar Wellington Galindo de Queiroz como principal suspeito. Ele ficou foragido por cerca de dois anos, até ser preso em março de 2024. Durante o processo, foi acusado pelos crimes de homicídio qualificado e ato libidinoso.

Em maio de 2025, Wellington foi condenado a 19 anos de prisão. A Justiça reconheceu sua responsabilidade pela morte da adolescente, encerrando uma das etapas mais importantes do caso, que mobilizou familiares, moradores da região e autoridades desde o desaparecimento da menina.

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