Uma mulher foi condenada a 47 anos e 10 meses de prisão por tentar matar a ex-companheira e a enteada de 14 anos a facadas em Populina (SP). Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. As vítimas sobreviveram, mas ficaram com sequelas permanentes.

(Foto: Reprodução)
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Uma mulher foi condenada a 47 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tentar matar a ex-companheira e a enteada a facadas em Populina (SP).

(Foto: Polícia Civil SP)

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A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri na quinta-feira (18) e também determinou o pagamento de R$ 15 mil em indenização às vítimas.

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Mulher não aceitava fim do relacionamento

De acordo com o Ministério Público (MP-SP), a condenada não aceitava o fim do relacionamento amoroso que manteve por cerca de três anos com a ex-companheira. A investigação apontou ainda que ela estava inconformada com o fato de a vítima ter iniciado um novo relacionamento.

O caso ocorreu em 2 de julho de 2025. Segundo a denúncia apresentada pelo promotor Antonio Francischette da Costa, a mulher saiu de Ouroeste (SP), onde morava, para encontrar as vítimas em Populina. Durante o encontro, ela atacou as duas com golpes de faca.

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Ex e enteada sobreviveram

Na época, a ex-companheira tinha 31 anos e a adolescente, enteada da acusada, tinha 14 anos. A jovem foi atingida por uma facada nas costas, enquanto a mãe recebeu diversos golpes. Apesar da gravidade dos ferimentos, ambas foram socorridas e sobreviveram.

Após o crime, a autora retornou para Ouroeste. Horas depois, foi localizada pela Polícia Militar em um terreno da cidade, presa em flagrante e encaminhada à Central de Flagrantes de Fernandópolis.

Ataque brutal

A sentença destacou as consequências físicas deixadas pelo ataque. As vítimas ficaram com cicatrizes permanentes e a adolescente precisou passar por cirurgia, além de perder parte dos movimentos de uma das mãos em decorrência dos ferimentos.

A Justiça reconheceu a prática de tentativa de feminicídio qualificado. A defesa da condenada ainda pode recorrer da decisão.

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