Após o segundo dia de julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) comentou publicamente o estado de saúde do pai.

Bolsonaro e Carlos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Bolsonaro e Carlos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Após o segundo dia de julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) comentou publicamente o estado de saúde do pai.

Em postagem no X, Carlos afirmou que tem acompanhado o ex-presidente de perto e detalhou que ele precisa de medicações rigorosamente controladas para tentar preservar sua saúde. “O velho não está bem, mas resiste, mesmo enfrentando soluços e refluxos constantes”, escreveu o vereador.

Ele também destacou que a presença da família e o carinho dos filhos ajudam a aliviar o sofrimento do ex-presidente.

“Ele resiste não apenas à fragilidade do corpo, mas também às ilegalidades que o mantêm preso, com a saúde cada vez mais debilitada. Peço que continuem firmes – não se trata de ser de direita ou de esquerda, mas sim de humanidade!”, apelou Carlos.

Crimes

Bolsonaro responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, além de organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Também figuram como réus, acusados pelos mesmos crimes, o deputado federal Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o tenente-coronel Mauro Cid; e os generais e ex-ministros Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

É a primeira vez na história do país que um ex-presidente, generais de quatro estrelas e um almirante de esquadra são julgados por tentativa de golpe. Os acusados integram o chamado núcleo 1, classificado pela Procuradoria-Geral da República como o mais relevante da organização criminosa.

A defesa de Bolsonaro apresentou sustentação oral nesta quarta-feira (3), alegando que não existem provas que vinculem o ex-presidente aos atos de 8 de janeiro de 2022, quando a sede dos Três Poderes em Brasília foi invadida por apoiadores. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (9).

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