O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, criticou a proposta de Donald Trump de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas e afirmou que a medida fere a soberania do Brasil.

Edinho Silva repudiou interesse de Trump em interferir no Brasil (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)
Edinho Silva repudiou interesse de Trump em interferir no Brasil (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, repudiou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar as facções criminosas do Brasil, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terroristas.

Segundo o pronunciamento do político, realizado na segunda-feira (09), a medida fere a soberania brasileira no combate ao crime, e aproveitou para evidenciar a cautela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a aprovação da PEC da Segurança Pública.

“Não podemos e não vamos aceitar que o Brasil seja tratado como um puxadinho dos Estados Unidos. Nós não somos um anexo dos interesses americanos […] Nenhum país tem o direito de invadir um outro país, um outro território. Isso está errado. Isso significa uma agressão, uma violência e muitas vezes, nós estamos vendo, isso significa desencadear guerras“, disse Edinho.

“O povo brasileiro está vendo que o presidente Lula faz o certo e quer combater o crime em todo o país com inteligência e muita firmeza”, celebrou o presidente da legenda, ao relembrar a aprovação da PEC.

PEC da Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública é uma proposta de mudança na Constituição que busca reorganizar e fortalecer a política de segurança no Brasil. O texto foi enviado ao Congresso pelo governo federal em 2025 e tem como objetivo principal integrar as ações das polícias e dos governos no combate ao crime.

A proposta pretende dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018, para ampliar a cooperação entre União, estados e municípios.

Na prática, a ideia é criar um modelo semelhante ao do SUS na saúde, com integração de informações, planejamento conjunto e coordenação nacional das políticas de segurança.

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